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25 de Março de 2008 - 18h22 - Última modificação em 25 de Março de 2008 - 21h50


Agência Espacial prevê para 2010 lançamento de foguete em centro de Alcântara

Morillo Carvalho*
Repórter da Agência Brasil

 
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Valter Campanato/ABr
Brasília - Ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, durante assinatura de posse do novo presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Ganem
Brasília - Ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, durante assinatura de posse do novo presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Ganem
Brasília - O novo presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Ganem, prevê para julho de 2010 o lançamento de um foguete ucraniano na empresa binacional Alcantara Cyclone Space (ACS).

Ganem tomou posse hoje (25) na AEB, ocupando a vaga de Miguel Henze.

O ACS é um sítio de lançamento, a ser construído próximo ao Centro de Lançamentos de Alcântara (MA), de onde saiu o Veículo de Sondagem Booster (VSB-30), em julho de 2007.

Segundo Ganem, a missão de 2010 servirá para testar uma nova torre de lançamentos que será construída em Alcântara para potencializar a região.

As obras estavam embargadas, mas foram liberadas no último dia 14 pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

"Alguns meses depois do acidente em Alcântara [em 2003, quando uma explosão destruiu o foguete brasileiro VLS-1 V03, matando 21 pessoas], a ABE fez uma licitação para a reconstrução da torre", disse o ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, que particpou da cerimônia de posse.

"Ao lado disso, a ABE fez um plano para construir o centro espacial em Alacântara. E aí então também houve o embargo e o TCU ficou com esse processo durante praticamente dois anos", acrescentou.

De acordo com Ganem, a área fica em posição geográfica privilegiada, próxima à linha do Equador, o que diminui o custo das missões, e, com isto, será possível que mais de um quarto dos lançamentos de foguetes e satélites do mundo passem a ser feitos no Brasil.

“O objetivo [da missão de 2010] é o domínio da natureza do lançamento, com toda a segurança, e, se possível, transformar isso numa atividade econômica memorável. O Brasil espera abocanhar 30% de um mercado que se traduz em vantagens comparativas”, disse.

“O mercado espacial, no mundo, só na atividade de lançamentos, têm reservado uma parcela da ordem de US$ 13 bilhões”.

Ganem é economista, advogado e administrador de empresas. Ocupou funções  executivas na Empresa Brasileira de Telecomunicações (Embratel, quando era estatal), na Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência  Social (Dataprev).

De 2003 até hoje, era superintendente de  Articulação Institucional da  Financiadora de Estudos e Pesquisas (Finep), ligada ao Ministério de Ciência e Tecnologia. Ele é servidor da instituição desde 1982.

(Reportagem atualizada para correção de informações)


*Colaborou Paloma Santos
 


  ASSUNTOS DESTA NOTÍCIA

  •   VÍDEO

    PARCERIA ESPACIAL

    Satélite sino-brasileiro lançado na China vai auxiliar no combate ao desmatamento e ao tráfico de drogas. Em 2010 outro lançamento está previsto

 

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