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Brasília - Apesar de a Operação
Arco de Fogo, que combate o desmatamento ilegal na Amazônia,
já ter aplicado em Tailândia (PA) multas no valor total de R$ 23,1 milhões, a chegada deste
montante aos cofres públicos enfrenta "obstáculos significativos", admitiu hoje (25) à Agência Brasil o superintendente do Instituto Brasileiro do
Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no
Pará, Aníbal Picanço.
Além do prazos
de defesa dos autuados, disse, a arrecadação seria
comprometida pelo número reduzido de procuradores federais
habilitados a defender a autarquia.
“Temos
solicitado à Advocacia Geral da União que averigúe a
possibilidade de destinar mais profissionais para a região.
Em Belém só existem quatro procuradores lotados e mais três em
Santarém. É um grande gargalo”, argumentou Picanço.
O ritmo de tramitação
dos processos no Judiciário também é lento, de
acordo com o superintendente: “De juiz de primeira instância
vai para o TRF [Tribunal Regional Federal], para o STJ [Superior
Tribunal de Justiça], para o Supremo. E nisso vão
cinco, sete ou dez anos de luta com multa a ser cobrada.”
Diante das dificuldades
que envolvem a cobrança das multas, acrescentou, outras penalidades podem atingir mais rapidamente os autuados, como o embargo da empresa ou da propriedade rural, a apreensão da
madeira, além do processo criminal movido pelo Ministério
Público Federal.
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