A prefeitura de São Paulo e o governo do estado anunciaram hoje (25) a construção de dois novos trechos de metrô na cidade. O comunicado foi feito pelo secretário municipal de Transportes, Alexandre Moraes, e o secretário estadual de Transportes Metropolitanos, José Luiz Portela. As duas linhas custarão, no total, cerca de R$ 2,8 bilhões e devem entrar em funcionamento até 2012.

“Os trechos favorecerão 800 mil pessoas e possibilitarão que todo o sistema de transportes das regiões atendidas seja reestruturado, com novas ligações a partir do metrô”, afirmou Moraes, em entrevista coletiva concedida da sede do Metrô.

Neste mês, São Paulo registrou seguidos recordes de congestionamento em suas vias. Mudanças no transporte já haviam sido anunciadas pela prefeitura. O investimento na construção dos novos trechos do metrô faz parte da estratégia do governo municipal para melhorar o trânsito paulistano.

“Nossa prioridade total é transporte público. A primeira prioridade no tráfego é o pedestre, a segunda é o transporte público, a terceira, o transporte de cargas e, só então, os automóveis particulares", disse Moraes.

De acordo com o secretário Portela, o primeiro trecho a ser construído ligará o bairro do Oratório, na região sudeste da cidade, à estação Vila Prudente, da Linha 2 (Verde) - 2,3 quilômetros de distância. O secretário estadual disse que as obras devem ser iniciadas ainda neste ano e entregues em 2010. O custo será de aproximadamente R$ 600 milhões.

O segundo trecho, ainda de acordo com Portela, ligará a Freguesia do Ó, na região noroeste, à estação São Joaquim, na Linha 1(Azul). O trecho, mais longo - 9,5 quilômetros de extensão-, passará pela região central da cidade e cruzará avenidas como a Nove de Julho e Consolação, além da Marginal Pinheiros. A previsão é de entrega em 2012 e custo de R$ 2,2 bilhões.

Ambos os trechos fazem parte de uma nova linha, a sexta da cidade. No futuro, eles devem ser interligados. Atualmente, no entanto, o projeto de junção ainda não está orçado.

Na ocasião do anúncio das obras, o secretário Moraes afirmou também que a prefeitura estuda uma ampliação no horário do rodízio de veículos na cidade. Segundo ele, há possibilidade de que a restrição à circulação de automóveis seja estendida em uma hora durante a manhã e mais uma hora durante a noite. Ele disse, no entanto, que nada está decidido. “Isso não é uma definição, é um estudo para verificação se há realmente um impacto substancial no trânsito.”

Moraes disse ainda que a circulação de veículos de carga e descarga no centro de São Paulo também pode ser restringida para tentar melhorar o fluxo de automóveis durante o dia.

Na próxima terça-feira (1), serão apresentados os primeiros resultados dos estudos ao prefeito Gilbeto Kassab.