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26 de Março de 2008 - 19h31 - Última modificação em 26 de Março de 2008 - 19h32


Turismo já sofre efeitos da epidemia de dengue no Rio, aponta associação

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - A epidemia de dengue já começou a afetar o turismo no estado. "Já é uma realidade”, disse hoje (26) à Agência Brasil o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis seção Rio de Janeiro (AbihRJ), Alfredo Lopes de Souza Júnior.

Ele informou que apesar de a Semana Santa ter registrado índice de ocupação maior na zona sul da capital (98%), em relação ao ano passado, na Barra da Tijuca – onde a expectativa era ter 75% – a taxa foi de 60%, contra os 67% de 2007.

A retração, avaliou, já é um reflexo da epidemia: “A Barra da Tijuca já sofreu bastante pela proximidade com Jacarepaguá, que é um dos focos". Alfredo Lopes destacou as ações conjuntas das três instâncias de governo: “Assumiram a crise, porque antes o mosquito não era  municipal, nem estadual, nem federal – era do carioca."

E informou que somente ontem (25) foi registrado 1.520 vezes, em sites na internet em todo o mundo, o nome dengue vinculado ao Rio de Janeiro.

Por isso, apontou para a necessidade de os órgãos governamentais esclarecerem a opinião pública internacional sobre as medidas de controle da doença que vêm sendo tomadas no estado. E indicou que é preciso, primeiro, identificar aos operadores de turismo onde estão os focos, "porque há dúvida quanto à localização, se Copacabana fica perto de Jacarepaguá, por exemplo, e que sejam noticiadas todas as medidas adotadas para debelar a crise".

Os hotéis, disse, têm recebido telefonemas de agências e turistas indagando se estão próximos de áreas infestadas. "O turismo de lazer foi afetado, mas não o de negócios – a pessoa que vem a trabalho procura ficar longe das maiores concentrações de focos do mosquito transmissor", acrescentou.

A assessoria de imprensa do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) informou que seus dez escritórios no exterior recebem  explicações sobre as medidas adotadas no Rio de Janeiro para controle da dengue, a fim de repassá-las aos profissionais da área. E que conta também com agências de relações públicas e comunicações em nove mercados no exterior, responsáveis pelo contato com a imprensa estrangeira especializada.



 


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