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26 de Março de 2008 - 18h09 - Última modificação em 26 de Março de 2008 - 18h09


Para secretária, integração é estratégia-chave para implantação de políticas de igualdade racial

Paula Laboissière*
Repórter da Agência Brasil

 
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Roosewelt Pinheiro/ABr
Brasília - Coordenadora da comunidade negra de Belo Horizonte, Maria das Graças Ferreira Rodrigues, fala à imprensa durante VII Encontro Nacional do Fórum Intergovernamental de Promoção da Igualdade Racial (Fipir)
Brasília - Coordenadora da comunidade negra de Belo Horizonte, Maria das Graças Ferreira Rodrigues, fala à imprensa durante VII Encontro Nacional do Fórum Intergovernamental de Promoção da Igualdade Racial (Fipir)
Brasília - Garantir a integração de vários setores do governo na implementação de políticas públicas para a promoção da igualdade racial. A proposta é a principal ferramenta utilizada pela Coordenadoria de Assuntos da Comunidade Negra da Prefeitura de Belo Horizonte (MG) para assegurar experiências exitosas no município.

Durante a cerimônia de abertura do 7º Fórum Intergovernamental de Promoção da Igualdade Racial (Fipir) hoje (26), Maria das Graças Rodrigues, coordenadora do órgão, destacou que a discussão sobre a problemática da desigualdade racial no Brasil não deve acontecer apenas em âmbito local, mas nacional.

“A idéia é colocar essa proposta em dia com a população negra a partir dos gestores públicos. O racismo não é local, é nacional e internacional. A participação nesse fórum é extremamente importante para a gente concretizar uma ação articulada no país inteiro.”

Maria das Graças lembra que o governo municipal de Belo Horizonte realiza um levantamento da população negra na cidade mas que já é possível calcular que cerca de 50% dos habitantes são afrodescendentes.

“Diante disso, resolvemos trabalhar a política pública com os gestores públicos municipais. Porque entendemos que a sociedade civil já trabalha essa reivindicação antiga. Mas não basta organizar a sociedade civil, o poder público tem que assumir essa política como política do município.”

Além do mapeamento, há ainda projeto de implantação de escola profissionalizante dentro de uma das vilas da cidade e um projeto específico de organização e apoio à comunidade negra, além da constituição de uma comissão para trabalhar políticas quilombolas em conjunto com 19 secretarias.

“Hoje, temos uma proposta de construir o plano municipal de promoção da igualdade racial. Para a saúde da população negra já temos outra proposta de plano municipal. Não basta a sociedade civil, nós temos que assumir. O importante é garantir que a gente assuma isso.”

Ontem (25), o documentário Por um fio, sobre a comunidade remanescente de quilombo de Pombal (GO), abriu o fórum de gestores por igualdade racial.


*Colaborou Deborah Souza.
 


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