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26 de Março de 2008 - 11h10 - Última modificação em 26 de Março de 2008 - 11h16


Líder do DEM defende acesso a relatório do TCU sobre gastos com cartão corporativo

Priscilla Mazenotti
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O líder do Democratas (DEM) no Senado, José Agripino Maia (RN), fez um apelo aos parlamentares da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Cartões Corporativos para que votem o requerimento que pede cópia de relatório feito pelo Tribunal de Contas da União (TCU) sobre gastos com cartões corporativos desde 2002.

De acordo com o senador, é a partir desse relatório que a CPI poderá aprofundar as  investigações. "O relatório do TCU é a Bíblia a ser seguida", disse.

A CPMI está reunida para votar requerimentos de convocação e quebra de sigilo de gastos com cartão corporativo e contas tipo B nos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso.

A presidente da CPMI, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), informou que na próxima terça-feira (1º) haverá o depoimento do chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Jorge Armando Félix. O depoimento dele estava marcado para ontem (25) e foi cancelado porque o general está de férias. "Isso não é justificativa", avaliou Marisa Serrano.

Ela afirmou que o general Félix será, agora, convocado e não mais convidado, como aconteceu anteriormente. "Haverá a convocação para que as pessoas possam levar essa CPI à sério."

Até o depoimento, Marisa Serrano disse que a CPMI vai votar os requerimentos que estão na pauta. A base do governo alega que, antes de votar esses requerimentos, é preciso ouvir o general Jorge Armando Félix para definir se a CPMI pode ter acesso a dados sigilosos sobre cartão corporativo ou contas tipo B. "Essa comissão não vai ficar esperando o general Félix voltar para votar os requerimentos", concluiu Marisa Serrano.

A líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC), leu durante a reunião justificativa enviada pelo general Félix para não comparecer à CPMI. Ele está de férias até 7 de abril. “Ele, em nenhum momento, se negou a vir à CPI e disse que está a disposição da comissão depois do dia 7, quando ele retorna ao Brasil”, afirmou Ideli.

“Fica estranho, tendo sido devidamente comunicada de uma viagem internacional, que vossa excelência tenha feito uma convocação em menos de 48 horas”, completou a líder do PT.



 


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