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26 de Março de 2008 - 16h01 - Última modificação em 26 de Março de 2008 - 16h01


Crise americana pode afetar crescimento do PIB, alerta Ipea

Isabela Vieira
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, a soma das riquezas produzidas no país) neste ano, previsto entre 4,2% e 5,2% – em 2007, foi de 5,4% –, pode ser influenciado pela crise econômica americana.

O alerta foi feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), que divulgou hoje (28), a primeira Carta de Conjuntura do ano. Também é a primeira vez em que o Ipea apresenta previsão de crescimento em faixas.

De acordo com o coordenador do Grupo de Análise e Previsões do Ipea, Marcelo Nonnenberg, a recessão americana pode atingir o Brasil de duas maneiras: “De um lado, no ingresso de capitais no país e de outro, no preço das commodities. Caso o ingresso de capitais seja menor do que se imagina, a economia brasileira pode ser afetada via taxa de câmbio. Portanto, com efeito na inflação."

Além dos desdobramentos da crise, o estudo do Ipea também atrela as projeções de crescimento da economia à possibilidade de a demanda superar a oferta. E aponta que desde 2006 a indústria nacional aumenta a capacidade de produção, que atingiu picos históricos em 2007.

“Esse processo parece ter-se esgotado, visto que os níveis de utilização da capacidade atingiram valores acima do pico histórico, o que pode ser reflexo da incapacidade da oferta em atender a demanda, pressionando os preços”, explicou Nonnenberg.

Ainda segundo a Carta de Conjuntura, a expansão do PIB esperada para este ano deverá ser influenciada pela manutenção da demanda interna "aquecida”, como aconteceu no ano passado.

“Acreditamos que a demanda doméstica – gastos do governo, consumo pessoal e investimentos – continuará crescendo a um ritmo próximo ao atual", acrescentou.

Em relação ao consumo das famílias, a previsão otimista está sustentada “no aumento do emprego, da renda e do crédito”.



 


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