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26 de Março de 2008 - 17h46 - Última modificação em 26 de Março de 2008 - 17h54


IOF não afetou interesse de estrangeiros em títulos brasileiros, diz coordenador do Tesouro

Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - A cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para os estrangeiros que aplicam em títulos do governo não afetou a demanda dos investidores internacionais pelos papéis brasileiros. A afirmação é do coordenador-geral de Operações da Dívida Pública do Tesouro Nacional, Guilherme Pedras.

Ao divulgar os resultados da dívida pública em fevereiro, Pedras disse os investidores estrangeiros estão interessados em aplicações de longo prazo no Brasil. Isso, segundo ele, diminui o impacto da cobrança de 1,5% de IOF sobre as aplicações de estrangeiros em renda fixa e não afeta o interesse do capital internacional no país.

“Do ponto de vista do investidor de longo prazo, a cobrança de imposto não constitui um efeito ruim”, afirmou Pedras. Segundo ele, desde agosto, quando se iniciou a crise imobiliária nos Estados Unidos, a participação dos investidores estrangeiros nos títulos do Tesouro Nacional está estabilizada em torno de 4%. Em janeiro do ano passado, essa proporção era de cerca de 2%.

Há duas semanas, o governo anunciou uma série de medidas para conter a queda do dólar, entre elas a tributação sobre os investimentos estrangeiros. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse na ocasião que a medida era destinada principalmente a coibir as aplicações especulativas de curto prazo no país, o que provoca uma entrada maciça de dólares e puxa para baixo a cotação da moeda norte-americana.

No último mês, as emissões líquidas (descontados os resgates) de títulos da dívida interna somaram R$ 27,3 bilhões, enquanto os papéis da dívida interna registraram resgate líquido de R$ 1,06 bilhão. Pedras negou que esse resultado represente uma estratégia do governo para reduzir a exposição à dívida externa e fugir da turbulência nos mercados internacionais.

Segundo o coordenador do Tesouro, fatores sazonais (oscilações conforme a época do ano) elevaram a R$ 30 bilhões a emissão líquida de papéis da dívida interna, o que ajudou a aumentar o estoque da dívida pública federal para R$ 1,345 trilhão em fevereiro. Ele lembrou que ao contrário de janeiro, fevereiro teve baixo volume de vencimentos.



 


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