O ministro de Relações Institucionais, José Múcio, afirmou hoje (26) que, se as medidas provisórias (MPs) deixarem de trancar a pauta de votações no Congresso Nacional, elas perdem a efetividade. Segundo ele, é preciso encontrar um mecanismo no qual a MP seja sempre prioridade, mas sem atrapalhar projetos de iniciativa dos legisladores.

"Agora, no momento que você diz que a medida provisória deixa de trancar a pauta, ela perde o sentido", ressaltou o ministro.

Sobre a rejeição do requerimento de convocação da chefe da Casa Civil da Presidência da República, Dilma Rousseff, pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito dos Cartões Corporativos, Múcio disse que os governistas, que têm maioria na CPMI, consideraram desnecessária a ida da ministra. "Nossa maioria, nossa base, nossos correligionários na Casa entenderam que não havia motivo."

Segundo Múcio, o governo tem todo interesse em que a CPMI avance. "Torcemos para que CPI avance. Não tem nada debaixo do tapete, por isso, a iniciativa da CPI partiu do próprio governo. Sem açodamento político, sem espírito de revanchismo, sem aquela  preocupação de atrapalhar quem quer trabalhar, nós desejamos que a CPI tenha amplo sucesso", disse ele.