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26 de Março de 2008 - 19h43 - Última modificação em 26 de Março de 2008 - 19h43


Para ministro, agenda quilombola e ensino da história afro-brasileira são os desafios deste ano

Paula Laboissière*
Repórter da Agência Brasil

 
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Roosewelt Pinheiro/ABr
Brasília - Ministro da Secretaria Especial de Políticas para a Igualdade Racial (Seppir), Edson Santos, em encontro com grupos envolvidos na implementação de políticas de igualdade racial em estados e municípios
Brasília - Ministro da Secretaria Especial de Políticas para a Igualdade Racial (Seppir), Edson Santos, em encontro com grupos envolvidos na implementação de políticas de igualdade racial em estados e municípios
Brasília - Reforçar a agenda social quilombola em todo o país e implementar a Lei nº 10.639/03, que prevê a implantação do ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana na Educação Básica brasileira, são os maiores desafios da Secretaria de Políticas de Igualdade Racial (Seppir) para este ano. A avaliação é do ministro Edson Santos, responsável pela pasta.

“Garantir uma melhoria na qualidade de vida da população quilombola e a manutenção dessa cultura no nosso país, além da implementação da legislação que vai possibilitar formar uma nova consciência, principalmente entre nossas crianças e jovens, sobre a presença e o papel do negro na formação do Estado brasileiro.”

Durante a cerimônia de abertura do 7º Fórum Intergovernamental de Promoção da Igualdade Racial (Fipir) hoje (26), ele reforçou que somente “a partir dos conceitos é que acabaremos com o preconceito.”

Santos destacou ainda, no âmbito legislativo, a aprovação do Estatuto da Igualdade Racial que, segundo ele, deve consolidar os direitos da população negra brasileira, além das responsabilidades do Estado com o segmento.

O ministro acredita que já houve avanços na implementação de políticas públicas de igualdade racial em estados e municípios, mas admite que é preciso fazer mais.

“No geral, houve avanço em todas as áreas. Mas mesmo onde já houve avanço, devido até ao ineditismo da temática racial no Brasil, ainda precisa avançar muito mais. Hoje a gente já tem instalada a comissão especial para discutir o Estatuto da Igualdade Racial, tudo isso se reflete em avanço, mas também demanda novas ações e mais empenho no sentido da concretização.”

Dentre os resultados concretos apresentados pelas articulações políticas entre a secretaria – que funciona apenas com poder articulador e não executor – e outros ministérios, Santos lembra os 490 órgãos vinculados à Seppir e garante que, até 2010, a meta é alcançar 800 órgãos, atingindo uma área de cobertura de 20% dos municípios brasileiros.

“O Brasil tem 5 mil municípios. É preciso ver que em cinco anos [desde a criação da Seppir, em 2003] chegamos a esse patamar, mas precisamos avançar muito mais para que a gente atinja a totalidade. Estamos chegando à um décimo dos nossos desafios.”


*Colaborou Deborah Souza.
 


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