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27 de Março de 2008 - 13h57 - Última modificação em 27 de Março de 2008 - 13h57


Cenário interno preocupa mais do que o externo quando assunto é inflação, diz diretor do BC

Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - A intensificação da atividade econômica, a elevação das expectativas de inflação e pressões sobre preços industriais no atacado e commodities internacionais são os fatores que levaram o Comitê de Política Monetária (Copom) a elevar a projeção de inflação para este ano. A afirmação é do o diretor de Política Econômica do BC, Mário Mesquita , que apresentou hoje (27) o Relatório Trimestral de Inflação.

Segundo o diretor, no que diz respeito à inflação, a maior preocupação está no cenário interno e não no externo, que passa por crise financeira. "O Copom tem afirmado repetidas vezes que o mais importante é o descompaso entre o ritmo de expansão da oferta e demanda agregada. O cenário externo adiciona incerteza neste contexto", afirmou.

A projeção do Copom para a inflação em 2008 é 4,6%, 0,1 ponto percentual acima do centro da meta fixada pelo governo (4,5%). O índice é 0,3 ponto maior do que o projetado em dezembro de 2007. Essa projeção leva em conta a manutenção do dólar em R$ 1,70 e dos juros em 11,25%.

No caso do crescimento da economia, a projeção é de 4,8% neste ano. A projeção para o Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, é 0,3 ponto percentual acima da projeção do relatório divulgado em dezembro.

Segundo o documento, "essa alteração reflete, de um lado, uma atividade econômica no último trimestre de 2007
mais intensa do que se antecipava; de outro, o fato de os indicadores disponíveis não sinalizarem desaceleração neste início de ano".

"A nossa projeção está em 4,8%, acima do consenso de mercado, então nesse sentido não pode ser considera pessimista", disse o diretor. A projeção de analistas de mercado para o crescimento da economia neste ano é de 4,5%.

 


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