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Brasília - A decisão
de não desligar as usinas termelétricas que estão
em funcionamento desde o ano passado não irá resultar
em reajuste nas tarifas de energia. A garantia é do ministro
de Minas e Energia, Edison Lobão, que participou hoje (27) da
reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico.
“Já há um custo previsto nas tarifas das
hidrelétricas, exatamente para atender a essas emergências
das térmicas”, explicou. Segundo ele, a possibilidade de
racionamento de energia está descartada.
Lobão
disse que a decisão foi uma medida de zelo e responsabilidade
com o sistema elétrico. “Não estamos preocupados com
2008, a nossa preocupação é manter a situação
de segurança que temos hoje também em 2009, 2010 e
assim por diante”, ressaltou o ministro.
Antes do
início da reunião, o ministro havia se demonstrando
confiante na possibilidade de as termelétricas serem desligadas, pois,
segundo ele, “as chuvas foram generosas”. Depois do encontro, Lobão
disse que a situação dos reservatórios das
hidrelétricas ainda não é satisfatória
nas Regiões Sul e Nordeste. “Se estivesse havendo chuva
suficiente nas duas regiões, seguramente haveríamos
tirado hoje as térmicas”, avaliou.
Dentro de
15 dias, o comitê irá se reunir novamente para avaliar a
situação elétrica do país e decidir pelo
desligamento ou não das térmicas. Segundo Lobão,
já existe uma “pré-decisão” no sentido de
desligar as usinas termelétricas, mas ainda não se sabe
se serão todas desligadas ou se será mantido um sistema
de escalonamento com as usinas a gás. Atualmente, as usinas
térmicas estão gerando cerca de 5 mil megawatts.
Questionado
se o governo atual pretende mudar a legislação do setor
elétrico, que impede uma segunda renovação de
concessões de hidrelétricas, Lobão disse que a
decisão não precisa ser tomada agora. “Por que tem
que ser nesse governo, se o problema vai surgir daqui a sete anos?
Não estou dizendo que não vai haver [mudança
na legislação], mas necessariamente não terá
que haver este ano, poderá ficar para o próximo
governo”, disse. Em 2015, vencem as concessões de várias
usinas hidrelétricas, que deverão voltar ao domínio
da União e ser leiloadas novamente.
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