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27 de Março de 2008 - 19h31 - Última modificação em 27 de Março de 2008 - 19h31


Produtores rurais argentinos protestam em estradas e querem negociar com governo

Ana Luiza Zenker*
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Representantes da Sociedade Rural, da Federação Agrária e da Confederação Rural Argentina afirmaram hoje (27) que estão dispostos a negociar com o governo as condições para suspender os protestos de agricultores argentinos, que há 15 dias mantém estradas fechadas, segundo informações da agência argentina Telam.

Hoje, o governador do estado argentino de Tucumán, José Alperovich, pediu que os produtores rurais “dessem uma trégua de poucos dias” para dialogar com o governo.

Os ruralistas protestam contra medidas econômicas que aumentam os impostos sobre as exportações de grãos, as chamadas retenções, anunciadas pelo governo argentino no último dia 11. Como protesto, ontem (26) foi realizado um panelaço na Praça de Maio, na capital, Buenos Aires. Além disso, produtores rurais ocupam diversos pontos em estradas argentinas.

Na última terça-feira (25), o ministro da Economia, Martín Lousteau, afirmou que os produtores estão considerando apenas um dos lados do modelo sócio-econômico, que, segundo ele, permitiu um câmbio mais competitivo para o setor “ter mais pesos por cada dólar exportado”.

Hoje, o Centro de Industriais Panificadores de Buenos Aires e a Federação de Moinhos afirmaram que trabalham em conjunto para assegurar o fornecimento de farinha às padarias da capital argentina. Segundo os representantes das indústrias, há mais de 200 padarias fechadas na cidade e nas vizinhanças, por falta de farinha.

O presidente da Confederação do Comércio de Hidrocarbonetos (Cecha), Marcelo Rovasio, assegurou que o abastecimento de combustível vai ser garantido, apesar dos piquetes nas estradas, “porque sem vendas a crise para o nosso setor é terminal”.

*Com informações da Agência Telam.

 


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