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27 de Março de 2008 - 16h14 - Última modificação em 27 de Março de 2008 - 16h14


Stephanes diz a americanos que não acredita em sucesso da Rodada Doha

Danilo Macedo
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Em reunião com empresários norte-americanos realizada hoje (27) no Ministério da Agricultura, o ministro Reinhold Stephanes afirmou ao vice-presidente de negócios do Conselho Brasil-Estados Unidos, Mark Smith, que não acredita no sucesso da Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC).

“Não acredito porque não vejo os americanos dispostos a abrir mão dos subsídios agrícolas – e nem os europeus. Esse é um assunto do Ministério das Relações Exteriores, mas a opinião do ministro da Agricultura é essa”, afirmou.

O ministro falou logo no início da reunião, quando Smith quis saber qual é a posição do Ministério da Agricultura sobre o assunto e Stephanes avisou que responderia de forma clara e objetiva.

As negociações na Rodada visam à redução das barreiras comerciais para os países em desenvolvimento. Iniciadas em novembro de 2001, em Doha, no Qatar, as negociações são realizadas entre países desenvolvidos e os do G20, o grupo dos maiores países em desenvolvimento. E as principais controvérsias referem-se aos subsídios agrícolas.

Ao comentar a opinião do ministro, Mark Smith disse que a Câmara de Comércio dos Estados Unidos está comprometida com a Rodada Doha e seus componentes também estão frustrados com as negociações. “É claro que estamos em uma época muito difícil, mas sempre achamos que o tempo vai mudar, a oportunidade vai saltar e poderemos aproveitar. Talvez não neste ano, mas vamos continuar a luta”, afirmou.

Ele acrescentou que as negociações, além de fundamentais para o comércio internacional, são de interesse tanto das empresas brasileiras quanto das americanas.

Já Stephanes disse que os subsídios europeus e americanos, assim como as barreiras à entrada de produtos agrícolas de outros países, dificultam o sucesso das negociações: “Não acredito muito que esses países estejam dispostos a abrir mão de seus subsídios e de suas barreiras, o que evidentemente dificulta qualquer acordo.”

Durante a reunião, que durou menos de uma hora, o biocombustível também foi discutido, com destaque para as boas relações comerciais e de pesquisa entre Brasil e Estados Unidos. O ministro afirmou que nos próximos sete anos o país deverá dobrar sua produção de etanol e que esse aumento não trará como conseqüência a redução da área de florestas, já que cerca de 80% das novas plantações ocuparão as atuais áreas de pastagem.



 


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