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27 de Março de 2008 - 19h18 - Última modificação em 27 de Março de 2008 - 19h18


Furnas volta a receber financiamento do BNDES para construir hidrelétrica

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - Contrato assinado hoje (27) pelos presidentes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, e de Furnas Centrais Elétricas, Luiz Paulo Conde, prevê financiamento no valor de R$ 1 bilhão para a construção da usina hidrelétrica de Simplício. A participação do BNDES no projeto corresponderá a 62% do investimento total, de R$ 1,6 bilhão.

Conde destacou que a instituição não liberava recursos para a estatal desde 1991, devido à impossibilidade de endividamento do setor público, estabelecida pelo Tesouro Nacional. Graças à excepcionalidade aberta pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para alguns setores, o empréstimo pôde ser concedido pelo banco.

“Rompemos um ciclo de estagnação”, comemorou. E acrescentou que “no Brasil, sem financiamento, não há possibilidade de tocar [para a frente] as obras”.

Para Coutinho, o BNDES "continuará sendo um parceiro de Furnas, como tem sido desde a origem da empresa, nesse momento em que a infra-estrutura é tão importante para o país".

Localizada no Rio Paraíba do Sul, entre os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais, a usina de Simplício teve sua construção iniciada no ano passado e quando estiver concluída – a previsão é para o final de 2010 – terá capacidade de 334 megawatts de energia, o suficiente para abastecer uma cidade com 1,5 milhão de habitantes.

A obra vai gerar 4 mil empregos diretos e mais de 10 mil indiretos. O funcionamento da usina aumentará em 28% a capacidade de oferta de energia hídrica no estado, que conta atualmente com dez hidrelétricas cuja capacidade de geração atinge 1,2 mil megawatts.

Segundo o presidente de Furnas, "as prefeituras fluminenses serão beneficiadas também com royalties pelo uso da água”. Ele informou ainda que a estatal tem hoje sete usinas em construção no país, com investimentos de R$ 8 bilhões.



 


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