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Brasília - O
possível aumento na conta de luz dos brasileiros por causa do
uso de energia das termelétricas será um custo menor
para o país que o de faltar energia no ano que vem. A avaliação é de Nivalde de Castro, coordenador do Grupo de
Estudos do Setor Elétrico do Instituto de Economia da
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Segundo ele, o consumidor poderá pagar de 3% a 5% a mais na
tarifa de luz a partir de 2009: “Nós
vamos pagar um pouco mais, mas não vamos ter um apagão igual ao de 2001.”
O professor
disse acreditar que ao longo do ano o governo devrá acionar as termelétricas
novamente, para economizar água dos reservatórios das
hidrelétricas e não ficar dependendo das chuvas do ano
que vem. E considerou acertada a decisão do Comitê de Monitoramento do Setor
Elétrico (CMSE) tomada hoje (27), de manter as termelétricas
acionadas por pelo menos mais 15 dias.
“A manutenção
das termelétricas funcionando age como uma espécie de
seguro e permite que entremos no período de seca com os
reservatórios em um nível mais alto”, disse. Para o Grupo de Estudos da UFRJ, a pior situação dos reservatórios
está nas Regiões Sul e Nordeste, onde os níveis atingem 43% e 61% da capacidade total, respectivamente. No
Sudeste, os níveis estão em 61% e no Norte, em 80%.
O
presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício
Tolmasquim, também considerou que o custo maior das termelétricas se justifica pela segurança de não faltar energia no
futuro. “Toda energia que é gerada tem um custo e é
paga, seja pelo consumidor, seja pelos próprios geradores.
Isso é normal, a segurança tem um custo. O maior custo
que um país pode ter é o da falta de energia”,
avaliou.
Para ele, a
operação das termelétricas "é uma situação normal e será mantida enquanto for necessário – pode ser que daqui a 15 dias se resolva desligar, pode ser que não”.
Tolmasquim
ainda disse acreditar que a decisão de manter as termelétricas
ligadas foi uma atitude de prudência: “O objetivo é
aumentar a poupança de água nos reservatórios e
ter a certeza de que 2009 será um ano tranqüilo, e mesmo com a hidrologia muito ruim, não tenhamos risco
de racionamento”.
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