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Brasília - O presidente Luiz
Inácio Lula da Silva afirmou hoje (27) que mesmo sem a
aprovação da Contribuição Provisória
sobre Movimentação Financeira (CPMF) pelo Senado, no
próximo mês deve ser implantado parte do Programa de
Aceleração do Crescimento da Saúde (PAC da
Saúde), que irá levar médicos às escolas
públicas.
"Não
tivemos a CPMF aprovada, o PAC da Saúde está mais ou
menos suspenso. Esse ano vamos precisar colocar R$ 4 bilhões a
mais [na saúde] e, se Deus quiser, o mês que vem
vamos começar o [programa] Médico de Família
nas escolas desse país", disse ao discursar na cerimônia
de inauguração
do Ambulatório Central do Instituto Materno-Infantil Professor
Fernando Figueira (IMIP), em Recife.
Lula comemorou os dados
do Instituto de Pesquisa Ipsos, que aponta que houve migração
de brasileiros das classes D e E para a classe C.
"Aos poucos
estamos fazendo com que os mais pobres sejam menos pobres. E qual foi
o milagre? Foi fazer que com que o pobre começasse participar
da riqueza produzida nesse país", afirmou.
O presidente disse que
essa melhoria foi conseguida também com a maior presença
do Estado na vida do cidadão. "O Estado nunca esteve
presente onde está o pobre, a não ser com a polícia,
para bater e prender, e de preferência negro", afirmou.
Lula afirmou que quando
o governo começa entrar nas favelas, nos bairros mais pobres,
levando oportunidades às pessoas mais pobres, elas começam
perceber que são brasileiras porque estão sendo
enxergadas pelo Estado.
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