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Brasília - O Banco do Brasil deve
iniciar as operações no mercado imobiliário com
recursos de poupança em cerca de 60 dias, segundo informou o
vice-presidente de Cartões e Novos Negócios do Banco do
Brasil, Aldemir Bendine.
Ontem (27), o Conselho
Monetário Nacional (CMN) aprovou resolução para
permitir que os bancos que operam com crédito rural, como o
Banco do Brasil, utilizem 10% da captação de recursos
da poupança para o crédito imobiliário. A
decisão também vale para os bancos que atuam com crédito
imobiliário: eles poderão usar 10% de
recursos de poupança no crédito rural.
De acordo com o
vice-presidente, a meta não é concorrer com a
Caixa Econômica Federal, que responde atualmente por mais de 70% do crédito
imobiliário no país, mas atender a classe média,
com financiamentos de imóveis entre R$ 120 mil e R$ 350 mil.
Bendine informou que desde setembro do ano passado o banco tenta conseguir autorização
para atuar no Sistema Financeiro de Habitação.
Atualmente, o Banco do Brasil só trabalha com a carteira hipotecária,
que não contempla recursos oriundos de poupança e do
Fundo de Garantia do Tempo do Serviço (FGTS).
“O sistema
financeiro de habitação contempla imóveis de até
R$ 350 mil. Acima disso, vai para o sistema hipotecário”,
explicou.
Neste ano, a
estimativa do banco é aplicar R$ 1 bilhão no crédito
imobiliário. “Temos uma expectativa de em quatro anos
estar entre os três primeiros do mercado. Sempre considerando
que a Caixa é a grande fomentadora do mercado,
até porque exerce uma política governamental de
financiamento da casa própria”, enfatizou.
Inicialmente, acrescentou, o foco do banco serão os correntistas: “Mas é
nossa intenção, à medida que o produto evolua, trabalhar
inclusive com o cliente não correntista.”
O vice-presidente de Cartões e Novos Negócios explicou ainda que, como o
banco não oferece o crédito por meio do Sistema
Financeiro de Habitação, muitos clientes procuram a
concorrência. “Mais importante do que a conquista de clientes
é a manutenção", alertou.
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