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Brasília - A Região
Nordeste ainda tem o percentual mais elevado (35,9%) de
domicílios em que algum morador recebeu dinheiro de programa
social de transferência de renda. Essa é uma das constatações
da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), com
dados coletados em 2006, divulgada hoje (28) pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na pesquisas
anterior, referente a 2004, o Nordeste já liderava o ranking
de recebimento de benefícios por domícilio, com índice
de 32%. Entre 2004 e 2006 não houve mudanças no
ordenamento por região. Em segundo lugar, permanece o Norte, com
24,6%, seguido pelo Centro-Oeste (18%). Um novidade é que o
índice do Sudeste chegou a 10,3%, configurando praticamente um
empate com a Região Sul (10,4%), a única onde não
houve crescimento entre um levantamento e outro.
Uma em cada três
famílias nordestinas, de acordo com a pesquisa, recebia o Bolsa Família em 2006.
Mais da metade das famílias inseridas no programa no Brasil está nos estados nordestinos. O benefício
chegou a 4,9 milhões de domicílios na região,
que também lidera o recebimento do Benefício
de Prestação Continuada (BPC) – presente em 541 milhões de domicílios nordestinos – e do
Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) .
Dos
10,02 milhões de domicílios brasileiros em que houve
recebimento de recursos de programas sociais em 2006, as Regiões Nordeste,
com 4,9 milhões, e Sudeste, com 2,5 milhões, responderam em
conjunto por 74,7% do total. “Cabe destacar que isso resulta de
que a proporção de domicílios particulares do
Nordeste correspondeu a 25,3% do total do país [segunda região
mais populosa] e que o percentual de unidades domiciliares daquela
região em que houve recebimento de programa social foi
de 35,9% [o mais elevado entre as regiões]”, ressalta o
texto da Pnad.
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