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Brasília - Os
maiores percentuais de posse de bens duráveis no Brasil são
registrados em domicílios em que os programas sociais não
chegam, mas o crescimento relativo desse tipo de consumo ocorre de
forma mais destacada nas famílias alcançadas pelos
benefícios. Foi o que revelou (28) a Pesquisa
Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada hoje (28) pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),
referente a dados de 2006.
“Houve
melhoria em todos esses indicadores em relação a 2004,
tanto no Brasil quanto regionalmente, à exceção do
freezer”, destaca o texto da Pnad.
O percentual das
famílias beneficiadas por algum programa de transferência
de renda que tinham televisão subiu 5,4 pontos percentuais entre 2004 (ano-base da pesquisa anterior) e 2006, chegando a 87,9% . Entre as famílias que não recebem dinheiro dos
programas, a elevação do índice foi de apenas
2,4 pontos percentuais, passando de 91,8% para 94,2%.
Percentuais de crescimento de consumo
semelhantes foram verificados em relação ao consumo
de geladeiras. A Pnad indica que elas estavam presentes em 76,6% dos domicílios contemplados por programas sociais em 2006. Em
2004, esse índice era de 72,1%
A aquisição
de microcomputadores aumentou tanto entre as famílias beneficiadas por programas de transferência de renda como entre aquelas que não são atendidas. Do total de domicílios que não recebem benefícios, 26,4% possuíam computadores em
2006, contra 19,2 % em 2004. Entre as famílias atendidas por
programas sociais, o percentual mais do
que dobrou entre os dois anos considerados, passando de 1,4% para 3,1%.
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