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Rio de Janeiro - O ministro de Minas e
Energia, Edison Lobão, afirmou hoje (28) que pelo menos 50%
das usinas termelétricas deverão ser desativadas dentro
de 15 dias. Lobão disse que serão desligadas as usinas
que utilizam óleo diesel. As termelétricas têm a
finalidade de garantir suprimento seguro de energia para o país,
principalmente quando a falta de chuva diminui o nível dos
reservatórios das hidrelétricas.
“Vamos fazer uma nova reunião do Comitê
[de Política Energética] dentro de 15 dias e aí,
muito provavelmente, elas serão desmobilizadas. Deixaremos
apenas as termelétrica a gás, ou menos do que isso”,
disse Lobão. Segundo o ministro, a geração atual
das termelétricas é de 5 mil megawatts e deverá
ser desativada pelo menos a metade desta capacidade, o que vai gerar
uma economia de R$ 400 milhões por mês.
Com a regularização do nível
dos reservatórios das hidrelétricas, Lobão
confirmou que o Brasil deverá enviar para a Argentina, a
partir de maio, 400 megawatts/mês de energia elétrica,
conforme teria sido acertado entre o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva e a presidente da Argentina, Cristina Kirchner. O
ministro ressaltou que o fornecimento de energia será na forma
de permuta e que a Argentina devolverá o potencial ofertado
entre os meses de setembro e novembro.
Lobão lembrou ainda que o governo tem um plano de construção
de hidrelétricas em conjunto com a Argentina e a Bolívia,
e adiantou que também está em estudo uma usina em
território peruano. "São seis usinas na fronteira
desses países, com capacidade de geração de 10
mil megawatts."
A crise internacional não deverá
afetar os investimentos no setor energético, de acordo com o
ministro. Ele contou que recebeu ontem (27) executivos de um dos
maiores grupos de energia dos Estados Unidos, interessados em
investir no Brasil, principalmente em termelétricas, inclusive
em usinas nucleares.
“Para se ter uma idéia da
monumentalidade desta empresa, ela sozinha produz mais energia do que
nós produzimos como um todo. Eles têm mais de 100 mil
megawatts produzidos nos Estados Unidos”, exemplificou.
Para Lobão, o programa nuclear brasileiro
poderá ter participação da iniciativa privada,
inclusive do capital internacional, o que demandaria mudanças
na legislação brasileira, que prevê monopólio
estatal no setor: "Eu acho que a modernização da
lei é sempre conveniente", observou.
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