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31 de Março de 2008 - 12h39 - Última modificação em 31 de Março de 2008 - 12h38


Servidores da ECT no Paraná fazem assembléia para definir greve

Lúcia Nórcio
Repórter da Agência Brasil

 
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Curtibia - O Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom-PR) realiza hoje(31), a partir das 18h, cinco assembléias simultâneas em Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel e Ponta Grossa, para discutir o início da greve dos correios marcada para a meia-noite dessa terça-feira (4), em todo o país.

Segundo o secretário-geral do Sintcom-PR, Nilson Rodrigues dos Santos, entre os motivos da paralisação, por tempo indeterminado, está a falta de pagamento do adicional de risco aos carteiros, no valor de 30% do salário-base.

“No termo de compromisso assinado em novembro de 2007 pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa, e pelo presidente dos Correios, Carlos Henrique Custódio, a empresa havia se comprometido a pagar o adicional a partir de março deste ano.

No entanto, os cerca de 52 mil carteiros do país, que receberam o adicional de 30% nos últimos três meses, foram surpreendidos na última semana com a ausência do valor em seus contra-cheques”, explicou.

Santos lembrou que o termo teve inclusive o aval do presidente Lula. “Foi uma conquista obtida graças a uma luta de mais de dez anos da categoria no Congresso Nacional, portanto, enquanto a palavra assinada não for cumprida, vamos permanecer de braços cruzados", assegurou.

Outro motivo da paralisação apontado pelo sindicato paranaense é a disparidade no pagamento da PLR (participação nos lucros e resultados) aos trabalhadores da empresa. Conforme o sindicato, enquanto a maioria dos trabalhadores está recebendo valores que variam, em média, de R$ 200 a R$ 400, os chefes, gerentes e diretores da empresa estão ganhando “até R$ 44 mil a título de participação nos lucros”.

Fazem parte também das reivindicações dos funcionários dos correios mais contratações e melhores condições de trabalho. Segundo levantamento divulgado pelo Sintcom-PR, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) é a maior empregadora em regime CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) no país. Cerca de 108 mil pessoas trabalham atualmente na ECT. No Paraná, são cerca de 6 mil trabalhadores.



 


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