Em reunião com o ministro da Agricultura,
Reinhold Stephanes e sua equipe técnica, o ministro da
Agricultura da Suécia, Eskil Erlandsson, se disse satisfeito
com o fato de que a questão do embargo da carne brasileira por
parte da União Européia (UE) esteja a caminho de ser
resolvida. Erlandsson falou, ainda, de uma possível parceria
entre os dois países em pesquisas de sustentabilidade para a
bioenergia.
“Minha esperança é que possamos
cooperar com o Brasil nessa área [de bioenergia], já
que somos um dos maiores importadores do álcool brasileiro
dentro da União Européia”, afirmou o sueco. Stephanes
disse que o país está aberto a parcerias na área
e ressaltou que o governo tem a preocupação de que a
produção de bioenergia não dispute espaço
com a de alimentos.
Em relação ao embargo da carne,
Stephanes disse que “o Brasil errou muito em assumir alguns
compromissos e em não cumpri-los, mas tem que ficar claro que,
após essa parte [de honrar os compromissos assumidos], vamos
rediscutir as negociações com a UE”. O ministro
brasileiro disse ao colega sueco que o Brasil exporta carne para 180
países e que nunca houve reclamação de problemas
sanitários.
“Nunca tivemos dúvidas quanto à
sanidade do nosso gado. A única doença que,
eventualmente, nosso gado pode ter, que é a aftosa, não
pode ser transmitida para humanos”, afirmou Stephanes. Por isso,
segundo o ministro, o objetivo, agora, é cumprir os
compromissos para recuperar a confiança pelos erros praticados
e, depois, rediscutir as negociações com a UE.
O ministro da Agricultura sueco está no
Brasil para conhecer as especifidades do setor e um pouco da
legislação brasileira. Erlandsson fez questão de
dizer ao ministro brasileiro que seu país tem avançado
na redução dos subsídios para seus produtores
rurais, um dos maiores entraves para o sucesso da Rodada Doha.
Até o final de abril, estão previstas as visitas do ministro da Agricultura do Japão e de parlamentares da UE.