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1 de Abril de 2008 - 15h59 - Última modificação em 1 de Abril de 2008 - 15h59


Reis Velloso elogia iniciativa do governo de reduzir gastos correntes

Daniel Lima
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O ex-ministro do Planejamento, João Paulo dos Reis Velloso, disse hoje (1o) que o governo começou a "perceber um novo sentido na política fiscal", ao anunciar que pretende reduzir os gastos correntes - pessoal e custeio da máquina pública. Ele lembrou que a iniciativa permite a liberação de mais recursos para outros setores da economia.

"Não é só fazer superávit primário. É preciso contribuir para o combate à inflação para dependermos menos da política monetária", disse Reis Velloso. Segundo o ex-ministro, a redução dos gastos públicos poderá ajudar a equilibrar o câmbio à medida que vão sobrar mais reais no mercado. O mesmo efeito seria sentido no combate à inflação.

Sobre os impactos da crise externa na economia nacional, Reis Velloso se absteve de fazer qualquer prognóstico. "Isso aí, nem Deus sabe. Mas o que podemos dizer é que não temos vulnerabilidade externa", disse.

Para ele, "se o governo fizer o que tem que ser feito", como a implementação de uma nova política industrial para estimular as exportações, o país estará melhor preparado para as turbulências. "Até aqui, nós fomos beneficiados pela sorte. Chegou a hora de fazermos um grande esforço para exportarmos mais, principalmente manufaturados", afirmou.

O governo deve anunciar nos próximos dias uma nova política industrial, com um programa de estímulo às exportações. Um dos objetivos, segundo informou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, é voltar a melhorar o saldo em conta corrente, um dos principais indicadores das contas externas brasileiras. O saldo em conta corrente tem registrado déficit, influenciado principalmente pela valorização do real. 



 


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