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Brasília - O custo
de produção e compra de energia a preço superior ao de venda, e os elevados índices de perdas de energia
elétrica fazem com que os prejuízos nas distribuidoras de energia federalizadas da Eletrobrás cheguem
a R$ 1 bilhão por ano. Para reverter esse quadro, a estatal estuda aperfeiçoamentos na gestão e no marco
regulatório.
Atualmente,
são seis as distribuidoras federalizadas: Eletroacre
(AC), Ceron (RO), Cepisa (PI), Ceal (AL), Boa Vista Energia (RR) e Manaus Energia (AM), recentemente fundida com a Companhia
Energética do Amazonas (Ceam).
O projeto de reestruturação das distribuidoras
federalizadas pretende aperfeiçoar o marco regulatório
para os sistemas isolados de energia, estabelecendo regras de
migração para o Sistema Interligado Nacional. Segundo o
chefe de gabinete da presidência da Eletrobrás, Sinval
Zaidan Gama, o governo estuda o envio ao Congresso Nacional de uma
proposta para viabilizar essas mudanças, que devem gerar uma
economia de R$ 700 milhões por ano.
Também
será necessário, segundo Gama, aperfeiçoar a gestão das distribuidoras, o que está sendo estudado
pelo Conselho de Administração da Eletrobrás.
Mas ele garantiu que não haverá privatização
das empresas e que a fusão da Manaus Energia com a Ceam foi um
ato isolado. “Não passa pela nossa cabeça fazer outra fusão de qualquer outra empresa que tenha
contrato de concessão”, disse.
As
mudanças na gestão têm como objetivo reduzir as
perdas técnicas e comerciais, reduzir a inadimplência e
restabelecer o equilíbrio econômico-financeiro das
empresas. “Em princípio, vamos implantar novas funções
regulatórias, que vão aumentar o valor de cada
empresa”, informou Gama.
Outra
frente será a realização
de obras estruturantes que fazem parte do Programa
de Aceleração do Crescimento (PAC) e prevêem
investimentos de cerca de R$ 32,7 bilhões. Entre elas estão
a interligação entre Tucuruí, Manaus e Macapá,
o gasoduto Coari-Manaus e o Programa Luz para Todos.
De acordo
com Gama, para atender o mercado consumidor das distribuidoras
federalizadas, que cresce cerca de 8% ao ano, será necessário
investir R$ 5,2 bilhões nos próximos quatro anos. Ele lembrou que as empresas distribuidoras da região amazônica têm
energia elétrica subsidiada, pois a tarifa cobrada não
remunera os custos delas.
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