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2 de Abril de 2008 - 20h14 - Última modificação em 2 de Abril de 2008 - 20h14


CPI da Pedofilia vai convocar representantes da Google para explicações

Mariana Jungmann
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - A CPI da Pedofilia no Senado vai convocar os representantes da Google no Brasil para prestarem esclarecimentos sobre os crimes de abuso sexual de crianças divulgados no site de relacionamentos Orkut, pertencente à empresa.

“Eles foram convidados, e foram até cordiais num primeiro momento, mas depois se esquivaram”, disse o presidente da CPI, senador Magno Malta (PR-ES).

“Se eles não vierem como convidados, virão como convocados. E se não vierem como convocados, virão debaixo de vara, porque é isso que diz a lei”, afirmou Malta, ressaltando que a Google tem filial no Brasil e não pode se negar a obedecer decisões judiciais e à convocação da CPI sob a alegação de que os provedores do Orkut estão hospedados nos Estados Unidos, como tem feito.

O foco da CPI se voltou para a Google depois que o presidente da organização não governamental SaferNet – que monitora e denuncia crimes na internet –, Tiago Tavares, apresentou hoje (2) relatório demonstrando que 90% das denúncias recebidas pela ONG são das páginas do Orkut.

Segundo Tavares, apesar de o provedor (a Google) retirar as páginas do ar, seus dirigentes se negam a entregar o material contido nelas para investigação, o que, segundo ele, gera a impunidade dos envolvidos.

“Vira uma briga de gato e rato. Eles retiram e os criminosos criam outras. Por isso cresceu em mais de 100% o número de páginas denunciadas no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado”, disse Tavares.

Procurada, a assessoria de imprensa da Google, em São Paulo, afirmou que a empresa não está se pronunciando sobre o assunto.

O presidente da SaferNet também denunciou que nenhuma política pública de combate à pedofilia na internet vem sendo implementada pelo governo federal desde 2005.

“O Plano Nacional de Enfrentamento à Pornografia Infantil e à Pedofilia na Internet simplesmente foi engavetado. Nenhum outro tipo de política foi criado também”, afirmou.




 


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