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Brasília - A CPI da Pedofilia no
Senado vai convocar os representantes da Google no Brasil para
prestarem esclarecimentos sobre os crimes de abuso sexual de crianças
divulgados no site de relacionamentos Orkut, pertencente à
empresa.
“Eles foram
convidados, e foram até cordiais num primeiro momento, mas
depois se esquivaram”, disse o presidente da CPI, senador Magno
Malta (PR-ES).
“Se eles não
vierem como convidados, virão como convocados. E se não
vierem como convocados, virão debaixo de vara, porque é
isso que diz a lei”, afirmou Malta, ressaltando que a Google tem
filial no Brasil e não pode se negar a obedecer decisões
judiciais e à convocação da CPI sob a alegação
de que os provedores do Orkut estão hospedados nos Estados
Unidos, como tem feito.
O foco da CPI se voltou
para a Google depois que o presidente da organização
não governamental SaferNet – que monitora e denuncia crimes
na internet –, Tiago Tavares, apresentou hoje (2) relatório
demonstrando que 90% das denúncias recebidas pela ONG são
das páginas do Orkut.
Segundo Tavares, apesar
de o provedor (a Google) retirar as páginas do ar, seus
dirigentes se negam a entregar o material contido nelas para
investigação, o que, segundo ele, gera a impunidade dos
envolvidos.
“Vira uma briga de
gato e rato. Eles retiram e os criminosos criam outras. Por isso
cresceu em mais de 100% o número de páginas denunciadas
no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo
período do ano passado”, disse Tavares.
Procurada, a assessoria
de imprensa da Google, em São Paulo, afirmou que a empresa não
está se pronunciando sobre o assunto.
O presidente da
SaferNet também denunciou que nenhuma política pública
de combate à pedofilia na internet vem sendo
implementada pelo governo federal desde 2005.
“O Plano Nacional de
Enfrentamento à Pornografia Infantil e à Pedofilia na
Internet simplesmente foi engavetado. Nenhum outro tipo de política
foi criado também”, afirmou.
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