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Brasília - Os deputados da Comissão
de Constituição e Justiça questionaram o parecer
do deputados Leonardo Picciani (PMDB-RJ) sobre a Proposta de Emenda à
Constituição (PEC) da reforma tributária, por
considerar que ele fez análise de mérito da matéria,
o que não cabe à comissão. A CCJ analisa apenas
a constitucionalidade das matérias que recebe.
De acordo com o
deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), o relator se antecipou ao
trabalho da comissão especial que será criada para
analisar o mérito da matéria, depois de aprovada na
CCJ.
”O relatório
apresentado pelo deputado Picciani entra no mérito de novos
dispositivos. Para preservar a liturgia, a regra do jogo na CCJ, não
podemos discutir o mérito”.
Entre os pontos que
Araújo considerou análise de mérito está
“a sistemática de ICMS [Imposto sobre Circulação
de Mercadorias e Serviços] na questão do petróleo
[ele sugeriu que se recolha 2% no estado de origem para derivados
de petróleo e energia, o que não constas na proposta
original], que é para atender uma demanda do estado do Rio
de Janeiro. Mas esse não era o momento [de apresentar o
substitutivo]”.
Araújo disse
também que o partido apresentará voto em separado ao
relatório de Picciani. “O voto do PSDB será pela
derrubada do substitutivo do relator e pela manutenção
da emenda [PEC] original, para nos resguardarmos, para que na
análise do mérito possamos discutir com mais
propriedade uma solução especifica”.
A bancada do PT também
apresentará voto em separado. Segundo parecer do deputado José
Eduardo Cardoso (SP), que fala pela bancada do partido, “o relator,
ao estabelecer a não-distinção de uma parte do
novo ICMS nas operações interestaduais com petróleo,
combustíveis e lubrificantes dele derivados e energia elétrica
para o estado de origem, em tratamento díspar ao das demais
operações interestaduais teria atentado conta o
princípios de isonomia”.
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