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Curitiba - A greve dos
Correios já atinge 23 estados e o Distrito Federal, segundo informações do Sindicato
dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom-PR). Apenas Minas
Gerais, Roraima e Espírito Santo ainda não aderiram ao movimento. No
Paraná, a paralisação atinge principalmente o setor de
distribuição, com uma adesão avaliada em torno de 60% pela assessoria
de imprensa da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT).
Hoje (2), pela manhã, de acordo com a assessoria do sindicato, a
greve ganhou um grande reforço no Paraná, com a adesão dos funcionários de Londrina e
municípios da região. Cerca de 500 funcionários decidiram, em
assembléia, paralisar suas atividades. Em Curitiba, a categoria mantém um acampamento diante da sede estadual da empresa.
Os trabalhadores exigem o cumprimento de um acordo assinado em novembro de 2007 pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa, e pelo presidente dos Correios, Carlos Henrique Custódio. O termo de compromisso prevê o pagamento a partir de março deste ano, do adicional de risco aos carteiros, no valor de 30% do salário-base. Na última semana a empresa resolveu suspender o pagamento.
Outra reivindicação da categoria diz respeito à Participação nos Lucros e Resultados (PLR) referente a 2007, ano em que a catagoria alega que os Correios obtiveram um lucro recorde de R$ 830 milhões. Os trabalhadores denunciam o favorecimento de chefes, gerentes e diretores dos Correios, que receberam a título de PLR valores até 300 vezes maiores que os pagos aos trabalhadores.
De acordo com o Sintcom-PR, o presidente dos Correios teria recebido cerca de R$ 44 mil a título de participação nos lucros. Nos estados, os diretores regionais da empresa teriam recebido aproximadamente R$ 20 mil. Por outro lado, a maioria dos trabalhadores recebeu valores inferiores a R$ 400. Há casos, denuncia o sindicato, de trabalhadores que receberam menos de R$ 150.
O sindicato afirma que vai acionar sua assessoria jurídica para questionar os critérios usados pelos Correios para o pagamento da participação dos lucros.
Segundo
a assessoria de imprensa dos Correios, em Brasília, a empresa procurou adotar um critério mais justo. Até o ano
passado, os lucros eram divididos igualmente
entre todos os funcionários sem qualquer
avaliação, como assiduidadade ou mérito.
A partir desse ano, começaram a ser feitas avaliações por competência
profissional, como bom
desempenho, pontualidade,
interesse e faixa salarial. Dessa forma, cada funcionário passou a receber
um percentual diferente. Segundo a assessoria, da mesma forma que o antigo, o novo critério "não agrada a todos".
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