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Brasília - O governo brasileiro analisa a
possibilidade de criar um grupo de amigos da Bolívia, que
intermediaria o diálogo do governo Evo Morales com os
governadores oposicionistas. “Estão sendo feitas consultas
sobre isso. O governo brasileiro vai se manifestar oportunamente”,
informou hoje (2) o assessor especial da Presidência Marco
Aurélio Garcia.
O governo boliviano teria pedido
ajuda aos países vizinhos, pois há resistência de
vários departamentos (estados) à nova Constituição,
que será levada a referendo popular no dia 4 de maio.
Em dezembro passado, o projeto da
nova Constituição foi aprovado em processo tumultuado,
sem a participação de vários constituintes da
oposição. Houve confrontos e mortes na cidade de Sucre.
Após aprovação
do projeto da nova Constituição, os departamentos de
Santa Cruz, Pando, Beni e Tarija, os mais ricos do país,
declararam autonomia de forma unilateral em atos públicos,
após promoverem greves de fome, a maior delas em Santa Cruz de
la Sierra, capital de Santa Cruz. Depois disso, governo e oposição
voltaram às negociações.
O governo brasileiro participou de um
grupo de amigos durante a transição entre os governos
FHC e Lula, para ajudar o governo da Venezuela, que enfrentava greve
na PDVSA, a estatal de petróleo. Na época, o Brasil
enviou um petroleiro para o país vizinho.
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