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Brasília - O governo brasileiro
não pretende renegociar o contrato da Hidrelétrica de
Itaipu com o Paraguai, assegurou nesta quarta-feira (2) o assessor
especial para Assuntos Internacionais da Presidência da
República, Marco Aurélio Garcia.
"Esse tema não
está em discussão. Temos argumentos não só
de natureza jurídica, mas de natureza técnica também.
O Brasil já fez concessões importantes no sentido de
eliminar uma série de fatores que poderiam criar alguma
assimetria nas relações", afirmou ao final do
almoço no Itamaraty para o presidente da Eslovênia,
Daniel Turk.
O governo paraguaio e a
maioria dos candidatos à Presidência daquele país
reivindicam a renegociação do acordo com o Brasil.
Esta tarde, o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu o ex-bispo
Fernando Lugo, candidato que lidera as pesquisas para Presidência
do Paraguai e tem como uma de suas principais bandeiras a recuperação
da soberania paraguaia sobre seus recursos naturais - o que inclui a
revisão do contrato de Itaipu.
Pelo tratado de
construção da Hidrelétrica de Itaipu, cada país
tem direito a 50% da energia produzida pela usina, mas a energia não
utilizada deve ser vendida ao outro a preço de custo.
"Ele
tem algumas reivindicações em relação aos
temas do Tratado de Itaipu, e vão ser discutidas essas
questões", disse Garcia antes do encontro de Lugo com o
presidente Lula.
"Se ele for eleito
presidente, vamos ter uma relação normal com ele, como
teremos relação normal com qualquer outro presidente",
afirmou, frisando que o Brasil e o Paraguai têm uma relação
muito estreita e de interdependência muito grande.
"Não
acredito que nenhum presidente do Paraguai queira ter uma relação
de hostilidade com o Brasil, muito pelo contrário",
disse.
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