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Rio de Janeiro - O ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro,
afirmou hoje (3) não acreditar que a presença da ministra-chefe da Casa Civil,
Dilma Rousseff, na Comissão de Infra-Estrutura do Senado, seja utilizada pela oposição para
fazer questionamentos sobre o uso dos cartões corporativos e o suposto dossiê com informações de gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
"Ela foi convidada para falar sobre as obras do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento]. Nós não podemos politizar essas coisas. Até porque eu não aceito nem a suspeição de que isso foi usado para ela ir depor. Seria um desrespeito ao conceito do Senado. É uma casa composta de homens responsáveis que não montariam um ardil desse tipo", afirmou.
“Eu não acredito que um senador da República, diante de uma
ministra de gabarito, vá aproveitar um momento desse para fazer isso [fazer questionamentos sobre o suposto dossiê]. Até
porque não tem absolutamente nada, nós é que estamos querendo descobrir quem
foram as pessoas que aproveitaram alguns dados daquele banco de informações
para criar um mal-estar entre governo e oposição, entre governo atual e governo
anterior.”
O ministro falou aos jornalistas durante a abertura da 52a
Reunião Geral da Frente Nacional de Prefeitos, em Niterói (RJ).
“Isso [as informações sigilosas sobre gastos do ex-presidente] foi um vazamento da Casa Civil, então a Casa Civil, de
forma oficial, dentro dos preceitos da lei, criou uma comissão, do Ministério
Público mais duas pessoas, para que fosse feita a investigação. Você pode
imaginar como é incômodo você estar num grupo de pessoas e saber que daquele
grupo algumas pessoas abusaram da confiança dos outros. Então não cria um clima
agradável de trabalho.”
Para o ministro, é difícil encontrar o responsável
pelo vazamento. “Nós desejamos muito. Fácil seria se as pessoas que tiveram
acesso a esse documento dissessem quem foi. Nada pior que a suspeição. Ruim é
quando fica sem solução e você fica sempre com os suspeitos.”
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