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3 de Abril de 2008 - 23h21 - Última modificação em 3 de Abril de 2008 - 23h21


Múcio não acredita que Senado prepare “ardil” contra Dilma em comissão

Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - O ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, afirmou hoje (3) não acreditar que a presença da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, na Comissão de Infra-Estrutura do Senado, seja utilizada pela oposição para fazer questionamentos sobre o uso dos cartões corporativos e o suposto dossiê com informações de gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

"Ela foi convidada para falar sobre as obras do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento]. Nós não podemos politizar essas coisas. Até porque eu não aceito nem a suspeição de que isso foi usado para ela ir depor. Seria um desrespeito ao conceito do Senado. É uma casa composta de homens responsáveis que não montariam um ardil desse tipo", afirmou.

“Eu não acredito que um senador da República, diante de uma ministra de gabarito, vá aproveitar um momento desse para fazer isso [fazer questionamentos sobre o suposto dossiê]. Até porque não tem absolutamente nada, nós é que estamos querendo descobrir quem foram as pessoas que aproveitaram alguns dados daquele banco de informações para criar um mal-estar entre governo e oposição, entre governo atual e governo anterior.”

O ministro falou aos jornalistas durante a abertura da 52a Reunião Geral da Frente Nacional de Prefeitos, em Niterói (RJ).

“Isso [as informações sigilosas sobre gastos do ex-presidente] foi um vazamento da Casa Civil, então a Casa Civil, de forma oficial, dentro dos preceitos da lei, criou uma comissão, do Ministério Público mais duas pessoas, para que fosse feita a investigação. Você pode imaginar como é incômodo você estar num grupo de pessoas e saber que daquele grupo algumas pessoas abusaram da confiança dos outros. Então não cria um clima agradável de trabalho.”

Para o ministro, é difícil encontrar o responsável pelo vazamento. “Nós desejamos muito. Fácil seria se as pessoas que tiveram acesso a esse documento dissessem quem foi. Nada pior que a suspeição. Ruim é quando fica sem solução e você fica sempre com os suspeitos.”

 


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