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Brasília - No Brasil, o consumo
de carne com excesso de gordura caiu de 39,2% para
32,8% entre 2006 e 2007, de acordo com a pesquisa Vigilância de
Fatores de Risco e Proteção para Doenças
Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel),
realizada pelo Ministério da Saúde. Os homens são
os que mais comem carne vermelha gordurosa ou frango com pele -
42,7%, contra 24,3% das mulheres.
Campo
Grande (MS) é a capital onde o consumo de carne com gordura é
maior: 45,6%. A capital onde menos se consome esse tipo de carne é
Salvador (BA), com 22,9% dos entrevistados.
A
pesquisa também mostrou que o percentual de pessoas que
costumam consumir leite com teor integral de gordura caiu de 57,2% em
2006 para 53,2% em 2007. O consumo de frutas em cinco ou mais dias da
semana aumentou de 44,1% para 57,1% entre 2006 e 2007. Em 2007, 29,4%
dos entrevistados consumiam frutas verduras e legumes em cinco ou
mais dias da semana.
O consumo
de refrigerante não-dietético em cinco ou mais dias da
semana foi registrado entre 26,7% dos entrevistados. A maior
frequência foi em Macapá (AP) – 38,4%, e a menor em
Aracaju (SE) – 21%. Os homens consomem mais refrigerantes que as
mulheres – 31,7% contra 22,4%.
As
mulheres também cuidam mais da saúde na hora da
prevenção. Segundo a pesquisa, 82,2% das mulheres entre
50 e 69 anos realizaram mamografia nos últimos dois anos e
86,3% das mulheres entre 25 e 59 anos realizaram o exame Papanicolau
(preventivo de câncer de colo de útero) nos últimos
três anos.
Elas
também se protegem mais dos raios ultravioletas – 62,3%
contra 42,9% entre os homens. O maior percentual de pessoas que se
protegem da radiação evitando a exposição
ao sol, usando filtro solar, chapéu e roupas adequadas está
em Florianópolis (SC), onde 69,9% dos entrevistados afirmam utilizar os acessórios adequados. No total, 53,3% dos
entrevistados disseram se proteger contra os efeitos da exposição
ao sol.
O Vigitel
é feito por meio de entrevistas telefônicas realizadas
por amostras em todos os estados brasileiros. Em 2007, foram feitas
54.251 entrevistas, entre julho e dezembro. O estudo é feito
anualmente, desde 2006, com adultos maiores de 18 anos.
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