Antonio Cruz/ABr
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Brasília - Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, participa da solenidade de posse dos conselheiros da Reserva da Biosfera do Pantanal. O Conselho Deliberativo da Reserva terá como principal tarefa conciliar interesses conflitantes, planejar e coordenar todas as atividades a serem desenvolvidas na região do Pantanal
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Brasília - O desmatamento na
Amazônia voltou a crescer em fevereiro, de acordo com dados do
Sistema de Detecção em Tempo Real (Deter), apesar do
período de chuvas na região, que dificulta a ação
dos madeireiros.
A área
desmatada no período, calculada em 725 quilômetros
quadrados, é 13,45% maior do que a registrada em janeiro desse
ano, quando o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe)
contabilizou 639,1 quilômetros quadrados de novas áreas
devastadas.
Os dados revelam avanço do
desmatamento mesmo após as medidas anunciadas pelo governo
federal para combater a devastação da Amazônia,
entre elas o fortalecimento das operações da Polícia
Federal e a restrição de crédito para
propriedades irregulares.
Ao comentar os números, a
ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, afirmou que a avaliação
dos resultados das ações de combate ao desmatamento não
pode ser imediatista.
“É claro que a resposta
dessas medidas não tem a mesma velocidade que a dinâmica
[do desmatamento] que está em curso tem. Com certeza,
elas irão surtir efeito, mas não em apenas um mês
ou dois”, disse hoje (3), na cerimônia de posse dos
conselheiros da Reserva da Biosfera do Pantanal.
“O que nós queremos é
que todas elas [medidas] todas venham a acontecer e, se
possível, tenhamos também, em 2008, uma redução
no desmatamento”, acrescentou.
De acordo com os dados do Deter,
Mato Grosso concentra 88% do desmate total registrado no período.
Em fevereiro, a área devastada no estado foi de 639
quilômetros quadrados e cresceu 68% em relação ao
mês anterior.
Em Rondônia, o desmatamento
cresceu 8,7% no mesmo período. Já o Pará
registrou queda de 12,6% em relação a janeiro. Os três
estados concentram os 36 municípios que mais desmataram a
floresta Amazônica em 2007.
O Deter é um sistema de
monitoramento da Amazônia por satélites que fornece
dados sobre a cobertura vegetal da região. A consolidação
dos dados é feita por outra metodologia, o Projeto de
Estimativa de Desflorestamento da Amazônia (Prodes), que define
as taxas de desmatamento.