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3 de Abril de 2008 - 17h50 - Última modificação em 3 de Abril de 2008 - 17h50


Servidores do Ministério da Fazenda reivindicam equiparação salarial com a Previdência

Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Com apitos e panelas, cerca de 90 servidores do Ministério da Fazenda promoveram hoje (3) uma manifestação, em frente ao ministério, para reivindicar o cumprimento de um acordo que prevê a equiparação aos salários dos servidores do Ministério da Previdência.

Por cerca de 15 minutos, o grupo fez barulho na portaria para pressionar o governo a apresentar uma tabela corrigida com os novos valores na próxima segunda-feira (7). O compromisso foi acertado ontem (2) à noite entre o Ministério do Planejamento e a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef).

De acordo com a secretária de Comunicação do Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Distrito Federal (Sindsep-DF), Dayse Cristina de Souza, o acordo havia sido fechado em outubro e deveria ter entrado em vigor em março. O fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), no entanto, impediu a equiparação, segundo a sindicalista.

De acordo com Dayse, apesar da extinção da CPMF e do corte em torno de R$ 20 bilhões a ser anunciado no orçamento deste ano, o governo tem recursos para fazer a equiparação salarial.

“Nós, fazendários, temos certeza de que o governo tem como cumprir. Temos batido todos os recordes de arrecadação e todos os acordos têm sido possibilitados por causa do nosso trabalho”, argumentou.

A sindicalista alega que, desde a criação da Receita Federal do Brasil, que passou a cuidar da arrecadação tanto dos tributos federais como das contribuições para a Previdência Social, os funcionários do Ministério da Fazenda passaram a trabalhar mais.

“Toda a administração da arrecadação da Previdência veio para a Fazenda em março de 2007 e os fazendários não ganharam mais por isso”, reclamou.

A defasagem em relação aos salários dos servidores do Ministério da Previdência, disse Dayse, está em torno de R$ 800 para os cargos de nível superior e intermediário (médio). Para o nível auxiliar (concursados que exercem funções de apoio, como secretárias), a diferença é de R$ 400.

Segundo o Sindsep-DF, um servidor de nível superior em final de carreira tem vencimento básico em torno de R$ 580. Com o pagamento de auxílios e gratificações, a remuneração bruta sobe para  R$ 3,1 mil.

Os funcionários de nível intermediário, que, nas contas do sindicato, respondem por 80% dos cerca de oito mil servidores do ministério, recebem R$ 387 de vencimento básico e cerca de R$ 2,5 mil de salário bruto.




 


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