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Brasília - Com apitos e panelas,
cerca de 90 servidores do Ministério da Fazenda promoveram
hoje (3) uma manifestação, em frente ao ministério,
para reivindicar o cumprimento de um acordo que prevê a
equiparação aos salários dos servidores do
Ministério da Previdência.
Por cerca de 15
minutos, o grupo fez barulho na portaria para pressionar o governo a
apresentar uma tabela corrigida com os novos valores na próxima
segunda-feira (7). O compromisso foi acertado ontem (2) à
noite entre o Ministério do Planejamento e a Confederação
dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef).
De acordo com a
secretária de Comunicação do Sindicato dos
Servidores Públicos Federais no Distrito Federal (Sindsep-DF),
Dayse Cristina de Souza, o acordo havia sido fechado em outubro e
deveria ter entrado em vigor em março. O fim da Contribuição
Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF),
no entanto, impediu a equiparação, segundo a
sindicalista.
De acordo com Dayse,
apesar da extinção da CPMF e do corte em torno de R$ 20
bilhões a ser anunciado no orçamento deste ano, o
governo tem recursos para fazer a equiparação salarial.
“Nós,
fazendários, temos certeza de que o governo tem como cumprir.
Temos batido todos os recordes de arrecadação e todos
os acordos têm sido possibilitados por causa do nosso
trabalho”, argumentou.
A sindicalista alega
que, desde a criação da Receita Federal do Brasil, que
passou a cuidar da arrecadação tanto dos tributos
federais como das contribuições para a Previdência
Social, os funcionários do Ministério da Fazenda
passaram a trabalhar mais.
“Toda a administração
da arrecadação da Previdência veio para a Fazenda
em março de 2007 e os fazendários não ganharam
mais por isso”, reclamou.
A defasagem em relação
aos salários dos servidores do Ministério da
Previdência, disse Dayse, está em torno de R$ 800 para
os cargos de nível superior e intermediário (médio).
Para o nível auxiliar (concursados que exercem funções
de apoio, como secretárias), a diferença é de R$
400.
Segundo o Sindsep-DF,
um servidor de nível superior em final de carreira tem
vencimento básico em torno de R$ 580. Com o pagamento de
auxílios e gratificações, a remuneração
bruta sobe para R$ 3,1 mil.
Os funcionários
de nível intermediário, que, nas contas do sindicato,
respondem por 80% dos cerca de oito mil servidores do ministério,
recebem R$ 387 de vencimento básico e cerca de R$ 2,5 mil de
salário bruto.
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