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5 de Abril de 2008 - 16h14 -
Última modificação
em 5 de Abril de 2008 - 16h25
Enem vem modificando modelo de vestibular, diz MEC
Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil
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Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
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Sobradinho (DF) - Alunos assistem às aulas no Centro de Ensino Fundamental Fercal. Escola obteve a menor média no Enem entre as escolas públicas do Distrito Federal
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Brasília - Um dos objetivos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) desde a sua criação
é a possibilidade de intervir na elaboração dos currículos de ensino médio e no
atual modelo de vestibular que ainda é adotado pelas instituições. Quem defende essa idéia é o diretor de Avaliação da Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Amaury
Gremaud.
“Alguns vestibulares estão se modificando em função do Enem.
De alguma forma, isso está acontecendo, ainda que lentamente”, diz.
O coordenador-geral do exame, Dorivan Gomes, afirma que o
objetivo do Enem é avaliar se o aluno conseguiu transformar as informações
recebidas na escola em conhecimento. “Quando a escola só passa a informação, o
aluno faz a prova e esquece depois. Mas quando o conteúdo está contextualizado
com o mundo e a comunidade em que ele vive, aquilo não se perde mais e é esse
conhecimento que ele vai usar na vida”, explica.
Para ele, criou-se uma mentalidade de que o ensino médio é um
curso preparatório para o vestibular. “A escola tem que preparar o cidadão. Não
é a universidade que tem que dizer se o aluno tem de saber esse ou aquele
conteúdo”, critica.
Em 2007, os alunos que participaram do exame atingiram o
melhor desempenho dos últimos 5 anos: 51,52 pontos na prova objetiva e 55,99 na
redação (numa escala de 0 a 100). Já em 2006, as notas foram 36,09 e 52,08
respectivamente. De acordo com o diretor de avaliação da educação básica do
Ministério da Educação, o desempenho dos estudantes durante as diferentes
edições não pode ser comparado porque a prova apresenta níveis de dificuldade
diferentes a cada ano.
Apesar de não fornecer um comparativo evolutivo, algumas
escolas ou municípios utilizam os resultados para identificar deficiências,
segundo informou o coordenador-geral do exame. “Desde o ano passado, o Inep
[Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais] tomou a decisão de divulgar os resultados do Enem por escola para que o próprio
estado ou município possa elaborar políticas de educacionais em cima disso”,
explicou.
Para o educador José Dias Sobrinho, especialista em sistemas
de avaliação, o diagnóstico apontado pelos exames deve sempre resultar em
ações que visem à melhoria da educação. “Se não houver alguma medida posterior
aos exames, eles são completamente inúteis”, avalia.
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