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São Paulo - O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Jackson Schneider, afirmou hoje (4) que não vê risco de desequilíbrio entre a oferta e a demanda na comercialização interna de veículos, nem de qualquer outra medida capaz de frear, de forma expressiva, o aquecimento no setor. “As condições de crédito [que têm permitido obtenção de recordes de vendas] são, absolutamente, consistentes e, portanto, isso não nos preocupa.”
O volume de crédito subiu 27,1%, passando de RS$ 65 bilhões, em fevereiro de 2007, para RS$ 83 bilhões, em fevereiro deste ano, com aumento de 27,1%. A inadimplência permaneceu em baixa, com variação estável em 3,2%, informou. De acordo com Schneider, a maioria dos negócios realizados a prazo tem ficado em torno de 42 meses. Schneider deu essa informação durante recente encontro com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que tem ouvido representantes dos setores que o governo federal considera estratégicos para manter a inflação sob controle. Schneider reconheceu, no entanto, que elevações de preços de insumos com cotação internacional, caso do cobre e do alumínio, por exemplo, podem exercer algum tipo de pressão sobre o mercado. Por enquanto, diz o presidente da Anfavea, não há o que temer. “Nosso preço projetado em relação ao IPCA [Índice de Preços ao Consumidor Amplo) fechado em fevereiro de 2008 deu l,82% contra um índice cheio de 4,61%, portanto abaixo da metade do índice de inflação oficial medido pelo IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística]”. Schneider citou também a projeção de investimentos do setor para o triênio 2008-2010 em US$ 20 bilhões, destacando que “há uma demanda reprimida”, o que permite prever que as vendas deverão continuar em alta pelo menos nos próximos cinco anos, mas em ritmo um pouco menor do que o atual. No mês passado, a indústria automobilística registrou as melhores vendas já obtidas em meses de março durante toda a história do setor, com o emplacamento de 232.147 veículos, 15,6% a mais do que em fevereiro e 20% acima do resultado de março do ano passado. No primeiro trimestre, foram 648 mil unidades, 31,4% acima das vendas do mesmo período de 2007. Para Shchneider, o bom desempenho da economia, com geração de emprego e renda têm favorecido o setor. A produção aumentou 11% sobre fevereiro último e 13,4% sobre março de 2007, com 280,6 mil unidades, o maior volume já registrado para um mês de março. No trimestre, foram 783 mil veículos. A projeção para o ano todo ficou mantida em crescimento de 8,9%, o que significa a obtenção de novo record,e com 3,235 milhões.
Para atender a demanda, as empresas continuam ampliando a contratação de trabalhadores. A base de empregados subiu 1,4% sobre fevereiro, com a admissão de mais l.740, elevando o total para 124.155 trabalhadores. No trimestre, houve crescimento de 14,7% sobre os três primeiros meses de 2007.
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