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5 de Abril de 2008 - 12h21 - Última modificação em 5 de Abril de 2008 - 17h25


Entidades têm opiniões divergentes sobre retirada de arrozeiros de reserva indígena

Marco Antônio Soalheiro
Enviado especial

 
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Boa Vista (RR) - A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nota oficial em que cobra do governo federal agilidade na retirada de não-índios da Terra Indígena Raposa Serra do Sol (TIRSS) em Roraima.

“Esperamos que o processo de desintrusão da TIRSS seja rápido, pacífico e que a lei seja respeitada por todos”, enfatizou a CNBB na manifestação de “solidariedade e apoio aos povos indígenas que habitam a terra demarcada e homologada”.

Já o Conselho Regional de Medicina de Roraima, em nota, defende a preocupação com a paz social e a saúde das pessoas e pede ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a “ imediata suspensão da operação [Upatakon 3, da Polícia Federal]”.

A Associação dos Arrozeiros de Roraima afirma, também em nota, que os agentes da Polícia Federal que realizam a operação de retirada dos não-índios não têm base legal para atuar: “A demarcação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol está sub-júdice [em juízo], portanto, enquanto não houver uma decisão e a justa indenização, se for o caso, qualquer ato de pretensa desintrusão ou acesso de pessoas não autorizadas à propriedade, será considerado como invasão”. 



 


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