|
Brasília - O investimento em informação pode ajudar a melhorar o sistema carcerário
brasileiro. A opinião é do diretor-geral do Departamento Penitenciário Nacional
(Depen), Maurício Keuhne. “Poderemos
avaliar o risco real de cada preso fazendo observações psiquiátricas,
psicológicas, familiar, e uma avaliação do comportamento do egresso durante o
primeiro ano dele fora da cadeia”, diz Keuhne.
Em 2004, o Depen lançou o Sistema de Informações Penitenciárias -
InfoPen, um programa de coleta de dados, com acesso via internet, alimentado pelas secretarias estaduais com informações
sobre os estabelecimentos penais e a população prisional. De acordo com Keuhne, o
trabalho de registro desse tipo de informação não era feito e as políticas
públicas eram baseadas no “chute”. Ele diz que o Infopen vai permitir fazer também uma classificação dos presos mais e
menos perigoso para que eles não fiquem misturados.
O Poder Judiciário também vai ter um sistema de informações. De acordo com o
juiz Maurício Kieling, da Corregedoria Nacional de Justiça, um sistema já foi
desenvolvido para receber informações de juízes mensalmente – que devem fazer
visitas aos presídios e cadeias para abastecer o sistema. “Isso vai gerar um
banco de dados e relatórios. Esse detalhamento vai dar um panorama para que se
possam tomar as medidas”, explica Kieling.
Ele ressalta o papel que os juízes têm na ressocialização dos presos. “O
juiz é a última chance de um homem quando ele é preso. Quando ele chega diante
do juiz é porque todo o resto já falhou: a escola, a família, a sociedade. Daí
a importância do papel desse juiz”, afirma.
|
|