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6 de Abril de 2008 - 16h55 - Última modificação em 6 de Abril de 2008 - 17h14


Médico confirma que estado de saúde de Ingrid Betancourt é grave

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília -

O médico Helver Rodríguez Cruz, que esteve a serviço das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e foi capturado há 15 dias nos arredores de Bogotá, confirmou a gravidade do estado de saúde da ex-candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt, refém da guerrilha há seis anos. As informações são da agência argentina Telam.

Cruz afirmou que enquanto esteve a serviço das Farc, chegou a atender Betancourt. A refém, segundo ele, sofre de dois tipos de malária e um deles teria provocado um agravamento no fígado – situação que poderia levar a ex-parlamentar a um colapso hepático. Ela apresentaria ainda problemas como acidez gástrica, desnutrição e cólon irritado.

Médicos colombianos asseguraram ontem (5), após consultar profissionais de diferentes especialidades médicas, que a situação de Betancourt poderia levar ainda a problema cardíaco por anemia ou a problemas renais.

O estado da ex-parlamentar se tornou grande preocupação na Colômbia e no mundo por meio do relato de ex-reféns libertados nos últimos meses pelas Farc.

Os governos da França – país de origem de Betancourt – e da Venezuela apresentaram propostas de colaborar para a libertação da refém, além do comprometimento pessoal do presidente francês, Nicolas Sarkozy, e do presidente venezuelano, Hugo Chávez.

O governo da Colômbia também anunciou a disposição de iniciar uma troca de prisioneiros se as Farc libertarem novos reféns.

A guerrilha rechaçou a oferta e insistiu que a única forma de concretizar a troca humanitária é a retirada das autoridades colombianas dos povoados de Pradera e Florida, no sul do país.

A senadora colombiana Piedad Córdoba disse ontem que desconhece se as Farc aceitaram ou não a missão médica enviada pela França e apoiada pela Espanha e Suíça, na tentativa de resgatar Betancourt.

Córdoba, que nos últimos meses manteve contatos com a guerrilha para a libertação de seis políticos colombianos seqüestrados, afirmou que, desta vez, o grupo se mantém em silêncio. Ela disse ainda não saber qual o verdadeiro estado de saúde da ex-parlamentar.

“Não falei com a embaixada francesa sobre o assunto. Cheguei a pensar que haviam estabelecido contato com a guerrilha para levar a cabo a missão médica e, provavelmente, por isso, muitos pensaram que a operação poderia ser exitosa. Mas entendo que não havia nenhum contato com eles [os guerrilheiros]”.

Ela garantiu que apesar de suportar ameaças de morte por sua gestão perante as Farc nos últimos meses, seguirá empenhada em buscar a troca humanitária. Córdoba foi designada pelo presidente colombiano, Álvaro Uribe, em agosto passado, como mediadora na busca de acordos com a guerrilha.



 


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