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Brasília -
O médico
Helver Rodríguez Cruz, que esteve a serviço das Forças
Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e foi
capturado há 15 dias nos arredores de Bogotá, confirmou
a gravidade do estado de saúde da ex-candidata presidencial
colombiana Ingrid Betancourt, refém da guerrilha há
seis anos. As informações são da agência
argentina Telam.
Cruz
afirmou que enquanto esteve a serviço das Farc, chegou
a atender Betancourt. A refém, segundo ele, sofre de dois
tipos de malária e um deles teria provocado um
agravamento no fígado – situação
que poderia levar a ex-parlamentar a um colapso hepático. Ela
apresentaria ainda problemas como acidez gástrica, desnutrição
e cólon irritado.
Médicos
colombianos asseguraram ontem (5), após consultar
profissionais de diferentes especialidades médicas, que a
situação de Betancourt poderia levar ainda a problema cardíaco por anemia ou a problemas renais.
O estado
da ex-parlamentar se tornou grande preocupação
na Colômbia e no mundo por meio do relato
de ex-reféns libertados nos últimos meses pelas Farc.
Os governos
da França – país de origem de Betancourt – e da
Venezuela apresentaram propostas de colaborar para a libertação
da refém, além do comprometimento pessoal do presidente
francês, Nicolas Sarkozy, e do presidente venezuelano, Hugo
Chávez.
O governo
da Colômbia também anunciou a disposição de iniciar uma troca de prisioneiros se as Farc libertarem novos
reféns.
A
guerrilha rechaçou a oferta e insistiu que a única
forma de concretizar a troca humanitária é a retirada das
autoridades colombianas dos povoados de Pradera e Florida, no sul do país.
A
senadora colombiana Piedad Córdoba disse ontem que
desconhece se as Farc aceitaram ou não a missão médica
enviada pela França e apoiada pela Espanha e Suíça,
na tentativa de resgatar Betancourt.
Córdoba,
que nos últimos meses manteve contatos com a guerrilha para a
libertação de seis políticos colombianos
seqüestrados, afirmou que, desta vez, o grupo se mantém em
silêncio. Ela disse ainda não saber qual o verdadeiro
estado de saúde da ex-parlamentar.
“Não
falei com a embaixada francesa sobre o assunto. Cheguei a pensar que
haviam estabelecido contato com a guerrilha para levar a cabo a
missão médica e, provavelmente, por isso, muitos
pensaram que a operação poderia ser exitosa. Mas
entendo que não havia nenhum contato com eles
[os guerrilheiros]”.
Ela
garantiu que apesar de suportar ameaças de morte por sua
gestão perante as Farc nos últimos meses, seguirá
empenhada em buscar a troca humanitária. Córdoba foi
designada pelo presidente colombiano, Álvaro Uribe, em agosto
passado, como mediadora na busca de acordos com a guerrilha.
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