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Brasília - Uma
missão da Organização dos Estados Americanos
(OEA) se reúne hoje (7) em Quito, capital equatoriana, para
analisar a crise entre Equador e Colômbia,
além dos possíveis caminhos de aproximação
entre os dois países. As informações são da Agência Boliviana de Informações (ABI).
Liderado
pelo diretor de Missões Especiais da OEA, o boliviano Víctor
Rico, o grupo chegou na noite de ontem (6) à cidade e deve
conversar ainda com a chanceler María Isabel Salvador e com
os titulares de Defesa, Wellington Sandoval, e de Governo, Fernando
Bustamante.
Após
a chegada a Quito, Rico destacou o objetivo de verificar o
cumprimento da resolução adotada pela organização
em 18 de março – quando os ministros de Relações
Exteriores da região latino-americana rechaçaram o
bombardeio de militares colombianos a um acampamento provisório
das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia
(Farc), localizado em território equatoriano.
A ação
foi considerada pelo presidente equatoriano, Rafael Correa, e por
colegas sul-americanos como uma violação da soberania
do Equador.
Durante a
missão no país, a OEA deve definir se será
necessário criar um mecanismo de verificação
para garantir a não-transgressão por parte dos governos
aos limites fronteiriços.
Rico deve
procurar aproximar as posturas políticas entre Quito e Bogotá,
para que facilitem a retomada das relações
diplomáticas, rompidas desde de 3 de março.
A visita
da missão a Quito será concluída amanhã
(8). Em seguida, os membros regionais do organismo irão a
Bogotá, onde terão reunião com representantes do
governo colombiano.
Após
as visitas, a delegação deverá elaborar um
informativo sobre o resultado da gestão, que será
entregue ao secretário-geral da OEA, José Miguel
Insulza.
No ataque
militar colombiano, ocorrido em 1º de março, 25 pessoas
foram mortas, entre elas quatro civis mexicanos, um equatoriano,
vários guerrilheiros e o porta-voz e número 2 das
Farc, Raúl Reyes.
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