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7 de Abril de 2008 - 09h38 - Última modificação em 7 de Abril de 2008 - 09h38


Missão da OEA chega a Quito para tentar reaproximar Equador e Colômbia

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Uma missão da Organização dos Estados Americanos (OEA) se reúne hoje (7) em Quito, capital equatoriana, para analisar a crise entre Equador e Colômbia, além dos possíveis caminhos de aproximação entre os dois países. As informações são da Agência Boliviana de Informações (ABI).

Liderado pelo diretor de Missões Especiais da OEA, o boliviano Víctor Rico, o grupo chegou na noite de ontem (6) à cidade e deve conversar ainda com a chanceler María Isabel Salvador e com os titulares de Defesa, Wellington Sandoval, e de Governo, Fernando Bustamante.

Após a chegada a Quito, Rico destacou o objetivo de verificar o cumprimento da resolução adotada pela organização em 18 de março – quando os ministros de Relações Exteriores da região latino-americana rechaçaram o bombardeio de militares colombianos a um acampamento provisório das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), localizado em território equatoriano.

A ação foi considerada pelo presidente equatoriano, Rafael Correa, e por colegas sul-americanos como uma violação da soberania do Equador.

Durante a missão no país, a OEA deve definir se será necessário criar um mecanismo de verificação para garantir a não-transgressão por parte dos governos aos limites fronteiriços.

Rico deve procurar aproximar as posturas políticas entre Quito e Bogotá, para que facilitem a retomada das relações diplomáticas, rompidas desde de 3 de março.

A visita da missão a Quito será concluída amanhã (8). Em seguida, os membros regionais do organismo irão a Bogotá, onde terão reunião com representantes do governo colombiano.

Após as visitas, a delegação deverá elaborar um informativo sobre o resultado da gestão, que será entregue ao secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza.

No ataque militar colombiano, ocorrido em 1º de março, 25 pessoas foram mortas, entre elas quatro civis mexicanos, um equatoriano, vários guerrilheiros e o porta-voz e número 2 das Farc, Raúl Reyes.



 


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