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Brasília - O aumento de R$ 16,9 bilhões nas despesas primárias de execução obrigatória e a elevação de R$ 2,8 bilhões
no déficit da Previdência, devido ao aumento do salário
mínimo, foram os motivos que levaram o governo federal a contingenciar R$
19,4 bilhões do Orçamento Geral da União de
2008.
O crescimento dos gastos foi apontado como motivo
para o corte em nota divulgada, hoje (7) à noite, pelo
Ministério do Planejamento.
“Essa variação deve-se à
redução na projeção da receita da
previdência após a apuração do valor
efetivamente arrecadado nos primeiros meses do ano bem como ao
acréscimo na projeção da despesa previdenciária,
principalmente pelo reajuste do salário mínimo para R$
415,00 e do reajuste de 5% para os demais benefícios
previdenciários, ambos com efeito caixa a partir do mês
de abril do ano corrente”, diz a nota.
As despesas primárias de execução obrigatória que mais pressionaram os cortes foram o abono
e seguro-desemprego, subvenções, subsídios e
Proagro, Fundos de Desenvolvimento da Amazônia e do Nordeste,
além de créditos extraordinários.
Uma revisão das estimativas de receita
líquida de transferências a estados e municípios, por outrolado,
levou os técnicos a refazerem as contas relativas à
expectativa de receitas. Constatou-se, por exemplo, que houve um
acréscimo de R$ 3,3 bilhões em relação ao
previsto na Lei Orçamentária de 2008. Os recursos
referem-se à arrecadação com a Contribuição
para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e a Contribuição
Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).
Com o contingenciamento de quase R$ 20 bilhões,
o Executivo espera cumprir a meta de resultado primário para
2008, fixada em 2,20% do Produto Interno Bruto (PIB), o que
corresponde a R$ 62,4 bilhões. O relatório com as novas
projeções de despesas e receitas para 2008 deve ser
finalizado ainda esta semana para encaminhamento ao Congresso
nacional, ao Poder Judiciário e ao Ministério Público
da União.
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