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8 de Abril de 2008 - 17h43 - Última modificação em 8 de Abril de 2008 - 17h43


Secretaria recrutará guias que atuaram no Pan para combate à dengue no Rio

Aline Beckstein
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - A Secretaria de Segurança Pública recrutará os chamados guias cívicos, que atuaram durante os Jogos Pan-Americanos, para o combate à dengue no estado. No ano passado, os guias cívicos receberam capacitação para abordagem e orientação de torcedores, além de noções de primeiros socorros.

 
Segundo o Secretário Estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, o objetivo é convocar todos os 4 mil jovens para atuação por dois meses. Eles receberão R$ 175, o mesmo valor pago durante a competição esportiva. "E poderão atuar como verdadeiros combatentes ao mosquito da dengue, procurando os criadouros dentro das suas próprias comunidades. Eles serão capacitados pela equipe de vigilância da Secretaria e auxiliarão no trabalho do Corpo de Bombeiros”, disse Côrtes.
 
Durante a reunião com 120 coordenadores do projeto nas comunidades, o secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame, informou que os recursos para a bolsa deverão ser repassados diretamente pelo Ministério da Saúde. E se disse surpreso com as denúncias feitas pelos coordenadores, de que parte dos guias cívicos não recebeu a bolsa. "O fato será apurado com a Secretaria Nacional de Segurança Pública”, anunciou.
 
Segundo Tarza Isabel Xavier, uma das coordenadoras dos guias cívicos na favela de Acari, na zona norte, 15 dos 150 jovens aprovados na comunidade e que trabalharam efetivamente no projeto, não receberam a bolsa, após serem aprovados na capacitação inicial.

“Os alunos considerados aptos passariam a ganhar por mais três meses a bolsa de R$ 175, para fazer a abordagem durante o Pan. O problema ocorreu com alguns dos aprovados depois. O dinheiro deveria ter sido depositado em uma conta na Caixa Econômica Federal, diretamente de Brasília", disse.
 
Procurada pela Agência Brasil, a assessoria de imprensa da Secretaria Nacional de Segurança Pública ainda não se manifestou sobre o assunto.


 


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