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8 de Abril de 2008 - 16h43 - Última modificação em 8 de Abril de 2008 - 16h45


Mobilização social é principal estratégia contra dengue, sugere superintendente

Débora Xavier
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O momento é de discutir novas estratégias para combater epidemias de dengue – e a principal delas é a mobilização social, afirmou hoje (8) o superintendente de Vigilância e Saúde da Secretaria de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro, Victor Berbara.

“Ainda se usam, na prevenção e no controle da doença, as mesmas formas que usávamos há dez anos. Discutimos um novo modelo e talvez consigamos levar soluções para o Ministério da Saúde", acrescentou, em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional.

A população do Rio de Janeiro, segundo Berbara, tem ajudado, mas a mobilização tem que ser permanente: "Temos de evitar que novas epidemias surjam, já que há risco de elas se repetirem nos próximos anos. Mesmo com a aparente tendência a uma redução de casos, a secretaria se manterá de prontidão para acompanhar a evolução do número de notificações. Não queremos ser pegos de surpresa nas próximas semanas.”

A cidade apresenta, atualmente, cerca de mil casos diários de notificação da doença. "Até a semana passada foram 57 mil casos notificados e amanhã [9]atualizaremos nossos dados", informou.,

Berbara lembrou que o Rio tem "todas as condições geográficas, climáticas e sócio-ambientais que favorecem a manutenção do mosquito e a circulação do vírus”. E destacou que uma das dificuldades é manter a mobilização – da sociedade e do Poder Público – quando há redução no número de casos de dengue. "É uma doença favorecida pelas diferenças sociais, pelos problemas sociais, pela ocupação desordenada do solo, construções inapropriadas ou precárias, serviços de saneamento ruim”, lamentou.

De acordo com o superintendente, os municípios que mantêm uma atenção básica à saúde fortalecida e próxima da população, "como Niterói, têm resolvido boa parte dos problemas relacionados à dengue, assim como cidade menores que integram as ações de controle do vetor às ações de outros órgãos de governo, com participação ativa na áreas de saneamento, de obras, de educação".

 


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