9 de Abril de 2008 - 17h47 -
Última modificação
em 9 de Abril de 2008 - 20h15
Ministro cobra mobilização no Rio e diz que combate à dengue deve ser “ininterrupto”
Paula Laboissière Repórter da Agência Brasil
Brasília - A
mobilização popular no Rio de Janeiro deve incluir
medidas de prevenção ininterruptas contra a dengue em um “processo cotidiano”. A cobrança foi feita hoje
(9) pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão,
que participou da sessão do Senado em comemoração ao Dia Mundial da
Saúde.
“No
momento, mobilização popular no Rio de Janeiro é
procurar os serviços de saúde. Está todo mundo
doente. Eu me refiro a outra mobilização
popular, a da prevenção, da educação, de
envolver as escolas, as empresas, as igrejas, o governo, os
movimentos de bairro, em um processo cotidiano”, disse.
O ministro destacou a interrupção no número de óbitos pela doença, por conta das tendas de hidratação, e a abertura de três hospitais no Rio de Janeiro, ao lembrar que o governo federal "está garantindo
que nenhum paciente que necessite de internação precise
aguardar horas”. Segundo Temporão, "já existem algumas
sinalizações de que a situação
tende a melhorar, mas tudo vai depender de como vai se comportar a
temperatura nos próximos dias.”
As temperaturas mais baixas colaboram para o combate ao mosquito transmissor, mas o ministro não descartou a possibilidade de um ano atípico, o que obrigaria a "um trabalho ininterrupto – cerca de 3 mil bombeiros serão contratados para vistorias nas casas e educação da população". Segundo ele, a dengue deve ser combatida em três níveis: “O primeiro é mais estrutural, é a questão
da moradia, do saneamento ambiental, da coleta de lixo, da oferta de
água; o segundo é a
educação, a informação, a mobilização
do trabalho de cada um nesse combate; e a terceira, quando a doença acontece, é um sistema de
saúde eficiente que atenda rapidamente e reduza ao mínimo
o número de óbitos.”
Temporão disse ainda que "a dengue é uma questão que vai nos acompanhar o ano
inteiro, e não apenas em relação a
este momento”. Em relação à situação no Nordeste, informou que aguarda o levantamento, por parte
de cada governador, para que as ações de saúde
nos municípios mais atingidos pelas enchentes possam começar a chegar.
“Neste
momento, as questões mais críticas são de
habitação, para quem perdeu a casa, além da
garantia do fornecimento de água com qualidade para evitar
diarréias. Quando as águas descerem, vamos ter que ver
a leptospirose, que envolve leitos hospitalares e atendimento médico.
Há também a oferta de medicamentos para enfrentar
doenças decorrentes dessa situação", disse, após a sessão no Senado.