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9 de Abril de 2008 - 21h02 - Última modificação em 9 de Abril de 2008 - 21h02


Crimes eleitorais causaram a maioria dos afastamentos de prefeitos, aponta pesquisa

Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - As cassações por crime eleitoral respondem pela maior parte dos afastamento de prefeitos, segundo pesquisa divulgada hoje (9) pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM): dos 296 prefeitos afastados desde 2005 em todo o país, 84 (28,3%) perderam o mandato por causa de irregularidades durante as eleições de 2004.

A pesquisa constatou ainda que 27 prefeitos (9,1%) foram afastados por improbidade administrativa. Os demais casos de cassação provocaram 69 substituições (23%).

Dos 5.562 prefeitos eleitos há quatro anos, aponta o levantamento, 296 não estão mais no poder. Deste total, 179 foram cassados, tanto por desrespeito à lei eleitoral como por outras acusações. A segunda maior causa de afastamento foi a morte, responsável pela troca de 58 prefeitos (19,6%), dos quais 11 (3,7%) foram assassinados ou se suicidaram.

Em relação aos crimes eleitorais, a CNM constatou que as irregularidades mais comuns foram a tentativa de compra de voto, o pagamento de material e de atividades de campanha pelo governo, e propaganda eleitoral ilegal.

Com 21 prefeitos afastados por irregularidades e por crimes, Minas Gerais é o estado com o maior número de cassações. Em seguida vêm São Paulo (20) e Bahia (17). A maior incidência de cassações, no entanto, ocorreu em Roraima, onde um terço dos prefeitos foi cassado.

Segundo a CNM, o levantamento foi realizado em duas fases. Na primeira etapa, os pesquisadores compararam a lista dos prefeitos eleitos em 2004 com dados do Tribunal Superior Eleitoral, das federações de municípios e da própria confederação, para verificar onde houve mudanças. Os municípios foram contatados a seguir, para saber o motivo das trocas de prefeitos.

 


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