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9 de Abril de 2008 - 21h13 -
Última modificação
em 9 de Abril de 2008 - 21h23
Governo estuda medidas de incentivo à indústria nacional de defesa
Mylena Fiori
Repórter da Agência Brasil
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Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
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Brasília - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, e o ministro extraordinário de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, falam sobre o Plano Estratégico Nacional de Defesa, na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados
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Brasília - O governo brasileiro
estuda a criação de uma política industrial de
defesa, com previsão de um regime regulatório e
tributário especial para o setor. De acordo com o ministro
extraordinário de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, as
empresas privadas do setor seriam eximidas do regime geral de
licitações. Também teriam garantias contra o
risco de descontinuidade das compras públicas.
“Hoje as empresas
privadas de defesa no Brasil são tratadas como empresas
quaisquer”, argumentou o ministro, ao apresentar as medidas em estudo para o futuro Plano Estratégico
Nacional de Defesa. O governo ainda estimularia a indústria
nacional, que teria prioridade nas compras.
“Vamos
comprar, como já aconteceu, uniformes no estrangeiro, feitos
na China?”, indagou o ministro da Defesa, Nelson Jobim,
ao propor a discussão de regras diferenciadas para as empresas
brasileiras nas compras públicas. “No caso da defesa será
adotada a mesma política geral das compras públicas ou
teremos que fazer distinção? Este tema tem que ser
debatido”, defendeu.
Segundo Mangabeira
Unger, em troca dos privilégios o governo federal teria poder
estratégico dentro das empresas privadas. “Isso seria
exercido por meios jurídicos como golden share”,
exemplificou. Nessa hipótese, o governo federal teria parte
das ações e prerrogativas especiais, como o poder de
veto em caso de matérias de interesse estratégico. O
governo federal já tem golden share na Embraer e em empresas
de outros setores, como a Vale.
Nesse novo modelo para o parque industrial de defesa, o Estado mudaria de papel. Em vez de
atuar no que Mangabeira Unger chama de chão tecnológico,
assumiria produtos e serviços de vanguarda que as empresas
privadas não podem produzir no curto prazo de forma rentável.
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