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9 de Abril de 2008 - 16h55 - Última modificação em 9 de Abril de 2008 - 16h55


Governo montará estratégia para rebater críticas européias ao etanol

Vitor Abdala
Enviado especial

 
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Haia (Holanda) - A recente onda de críticas à produção de biocombustíveis na Europa chamou a atenção do governo brasileiro. Segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, o Brasil deverá montar uma estratégia de divulgação do etanol, para se defender da propaganda contrária ao produto.

O ministro, que chegou hoje (9) juntamente com a comitiva presidencial, disse que o presidente Lula pediu a criação de um grupo de trabalho envolvendo outros ministérios, como o do Meio Ambiente, para fazer um contra-ataque às críticas européias de que a produção do etanol substitui a de alimentos, desenvolve-se em fazendas com trabalho escravo e causa danos ao meio ambiente, entre outras.

Miguel Jorge lembrou que as discussões em torno do uso do biocombustível antigas: "Eu diria até que há um movimento organizado contra o etanol brasileiro, uma energia limpa, renovável e capaz de trazer benefícios para os países que usam – não deixa resíduos, já que o bagaço e a palha são aproveitadas.”

No Brasil, acrescentou, não há problemas com a substituição da produção de alimentos para produzir cana-de-açúcar e, conseqüentemente, etanol. “Nós temos enormes quantidades de terras não usadas ainda e que podemos usar. Portanto, não estaremos substituindo nada”, afirmou.

O ministro informou que ainda não sabe qual será a estratégia contra as críticas, mas ressaltou que o trabalho deverá ser centrado no maior número de informações possível sobre a produção do etanol de cana.



 


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