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9 de Abril de 2008 - 11h20 - Última modificação em 9 de Abril de 2008 - 11h20


Índios aliados a arrozeiros exigem "respeito" da Polícia Federal

Marco Antônio Soalheiro
Enviado Especial

 
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Boa Vista (RR) - “Não é só o Lula [presidente da República] que é autoridade. Nós que temos nossa terra também somos autoridade. Queremos respeito.” As palavras do vice-presidente da Sociedade dos Índios em Defesa de Roraima (Sodiur), o macuxi Sílvio da Silva, são endereçadas aos delegados da Polícia Federal (PF) que coordenam a Operação Upatakon 3, deflagrada para retirar os não-índios da reserva Raposa Serra do Sol. “Eles [policiais federais] chegaram e já foram entrando nas áreas indígenas sem conversar. Chegaram abusando, querendo assustar”, reclamou Silva. “Lá é nossa área e nós deixa quem nós quer”, acrescentou.

A Sodiur é uma entidade aliada aos arrozeiros e defende a permanência deles na área. “Somos favoráveis que os brancos que estão ali dentro permaneçam trabalhando e com amizade conosco. Eles estão plantando , produzindo e dando emprego”.

O dirigente da Sodiur diz que os índios representados pela entidade não têm armas, apesar de parte deles ter ido reforçar a base de resistência montada pelos moradores e arrozeiros na Vila Surumu. Ele também reclama de abandono por parte da Fundação Nacional do Índio (Funai): “Veja se a Funai tem lavoura, escola ou posto médico lá dentro [da Raposa Serra do Sol] . O governo federal não vem olhar nossa área indígena e nem sabe o que um índio sente ali dentro”.

Ontem, o coordenador-geral da Upatakon 3, delegado Fernando Segóvia, disse que a PF está em Roraima para cumprir a lei e usará  todos os meios necessários para desempenhar suas missão: “Se eles [não-índios] não quiserem sair [da Raposa Serra do Sol], infelizmente, teremos que tirá-los de lá.”

 


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