O mercado brasileiro de derivados do petróleo deverá crescer cerca de 3,6% ao ano até 2013 – quando deverá acusar uma expansão acumulada de cerca de 20% – em relação a 2007.

A avaliação é do presidente da Petrobras Distribuidora (BR), José Eduardo Dutra, para quem "é possível que o crescimento do mercado seja ainda maior, pois esta é uma projeção conservadora – uma expansão maior do Produto Interno Bruto brasileiro poderá levar a estatal a rever esses percentuais".

Dutra destacou o desempenho do setor de etanol no ano passado, com o consumo crescente tanto do álcool anidro como do hidratado. “Este consumo foi superior a 50%, comparado a 2006, e a previsão é de que neste início de ano a demanda total do país pelo produto supere pela primeira vez, depois do Pró-Álcool, a de gasolina", disse.

O aquecimento desse mercado, implementado pela expansão das vendas dos carros bicombustíveis, segundo Dutra, levou a um crescimento de 8,2% nas vendas de etanol, de 2006 para 2007. Ele ainda ressaltou o aumento da fiscalização e a conseqüente redução da sonegação e da adulteração do produto comercializado como ajuda ao desempenho do setor. E lembrou que em São Paulo o consumo de etanol chega a 68% do mercado.

Para o presidente da BR, o crescimento do consumo do álcool, e também do biocombustível, traz desafios logísticos para as empresas, uma vez que a produção da gasolina se dá através de refinarias localizadas nos grandes centros urbanos. “A produção de álcool e de biocombustíveis está centrada nos municípios do interior dos estados, o que exige infra-estrutura melhor de distribuição”, afirmou.