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Brasília - O Senado aprovou hoje
(9) o projeto de lei que acaba com o fator previdenciário. A
matéria ainda será submetida à apreciação
da Câmara dos Deputados antes de ir à sanção
presidencial.
Criado no governo
Fernando Henrique Cardoso, o fator previdenciário é um
mecanismo aplicado no cálculo
de aposentadorias dos servidores públicos por tempo de
contribuição e por idade, sendo opcional no segundo
caso.
O fator previdenciário
baseia-se em quatro pontos: a alíquota de contribuição,
a idade do trabalhador, o tempo de contribuição à
Previdência Social e a expectativa de sobrevida do segurado.
O senador Aloízio
Mercadante (PT-SP) criticou a aprovação do projeto. Ele explicou que, por este mecanismo, o servidor público
deixa de se aposentar com o benefício tendo por base o último
salário recebido na ativa e, sim, pelo cálculo de uma
média de salários recebidos. "O fator foi
criado para garantir sustentabilidade à Previdência
Social", disse.
Pelo projeto, os
trabalhadores passarão a se aposentar apenas pela idade mínima
de 55 anos para as mulheres e 60 anos para os homens, ou pelo tempo de contribuição.
Neste último caso, para o setor público, a regra será
de 35 anos de contribuição a partir de uma idade mínima
de 18 anos. Para o setor privado, a regra determina 35 anos de
contribuição a partir de uma idade mínima de 16
anos.
A matéria não
tem o apoio do governo. O líder do governo no Senado, Romero
Jucá (PMDB-RR), argumentou que a regra do fator previdenciário
foi criada para evitar despesas maiores da seguridade social com
servidores públicos que se aposentavam recebendo o último
salário.
"Só espero
que, ao mexer no fator previdenciário, se apresente
alternativa. Caso contrário, terá um aumento do déficit
previdenciário", afirmou.
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